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Internacional

Nova Zelândia. O povo rejeitou num referendo mudar a bandeira do país, por isso o primeiro-ministro agora quer que seja a Austrália a mudar

MARTY MELVILLE/GETTY IMAGES

Em março de 2014, o então primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, teve a ideia de chamar o povo a decidir sobre a bandeira do país. Não apreciava aquela coisa de ter uma bandeira muito parecida com a da vizinha Austrália. Key agendou um referendo para 2016.

O processo não foi simples. Foram magicados 10 mil projetos de tecido para esvoaçar e gritar o orgulho nacional, resultando daí 40 semifinalistas, digamos assim. Depois, cinco finalistas. Até que a vencedora, a Silver Fern, ganhou o direito a concorrer contra a bandeira tradicional, com um design adoptado em 1902, conta o “Washington Post” (WP).

Finalmente, 10 meses e quase 15 milhões de euros depois, o povo neozelandês (57%) rejeitou a mudança de bandeira. Mas a história, que prometia acalmar os ânimos diplomáticos entre os dois países, não fica por aqui. É que o atual primeiro-ministro, que substitui Jacinda Ardern durante a licença de maternidade, disse que os australianos copiaram a bandeira neozelandesa e que, por isso, deviam trocar de bandeira. Mais: “Deviam honrar o facto de termos sidos os primeiros a usar este design”, atirou esta semana Winston Peters, conta o diário norte-americano.

O debate não é novo e contribui para inflamar o ambiente entre as duas nações, algo que já vai acontecendo pelas mudanças nas leis da imigração e nas deportações observadas: mais de 1300 pessoas foram deportadas para a Nova Zelândia nos últimos três anos, conta o “WP”.