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Internacional

Estados Unidos garantem paciência com a Coreia do Norte mas querem resultados

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano

Yasin Ozturk/Anadolu Agency/Getty Images

“Estamos comprometidos com uma diplomacia paciente, mas não permitiremos que se arrastem sem fim”, disse Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano

O secretário de Estado norte-americano reafirmou esta quinta-feira o seu compromisso com uma "diplomacia paciente" para com a Coreia do Norte, mas alertou que não vão permitir que as negociações sobre a desnuclearização se prolonguem sem resultados.

"Estamos comprometidos com uma diplomacia paciente, mas não permitiremos que se arrastem sem fim", disse Mike Pompeo, durante a sua presença perante o Comité das Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos.

O chefe da diplomacia norte-americana assegurou que os "objetivos dos Estados Unidos" sobre a Coreia do Norte não mudaram e que o que pretendem é a "desnuclearização completa e verificada" da península coreana antes de 2020, quando termina o primeiro mandato do presidente Donald Trump.

Na cimeira de Singapura, a 12 de junho, o Presidente Donald Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinaram uma declaração para se avançar com a desnuclearização da Coreia do Norte, apesar de não estarem definidos os mecanismos, nem os prazos, para se atingir esse objetivo.

De acordo com algumas fotos tiradas por satélite, a Coreia do Norte começou a desmantelar na terça-feira a sua base militar em Sohae, onde se fabricam os motores para os mísseis balísticos intercontinentais, que alegadamente têm a capacidade de chegar aos Estados Unidos.

O processo está a decorrer sem observadores internacionais, algo que Washington já criticou.

Apesar das negociações para a desnuclearização, Mike Pompeo reconheceu esta quinta-feira que a Coreia do Norte continua a produzir material físsil, que pode ser usado para fazer mísseis nucleares.

"Sim, é correto, continuam a produzir material físsil", disse Pompeo, depois de questionado pelo senador Ed Markey sobre a possibilidade de Pyongyang estar a produzir esses elementos.

O secretário de Estado referiu que ainda existe um "longo caminho a percorrer".