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Internacional

Dois ministros israelitas pedem emendas à lei que define país como “Estado-nação” dos judeus

Moshe Kahlon, ministro das Finanças de Israel, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

RONEN ZVULUN/Getty

Ministros das Finanças e da Educação defendem alterações à legislação que foi aprovada no parlamento israelita, com o apoio de Benjamin Netanyahu

Dois ministros defenderam nesta quinta-feira a emenda da lei que define Israel como "Estado-nação do povo judeu" para ter em conta os membros da minoria drusa, os quais consideram que o texto os transforma em "cidadãos de segunda classe". Os ministros que defendem alterações à lei, aprovada há uma semana, são Moshe Kahlon (Finanças) e Naftali Bennett (Educação).

A agência de notícias France-Presse (AFP) referiu que esta lei aprovada pelo Parlamento de Israel, com o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, declara que o estabelecimento de "localidades judaicas é de interesse nacional" e torna o hebraico a única língua oficial do país, estatuto que anteriormente também abrangia o árabe.

Os drusos, que vivem sobretudo na Galileia, norte de Israel, falam árabe e professam uma fé derivada de um Islão muito heterodoxo. Autoridades da comunidade drusa, que tem mais de 130 mil membros em Israel, lançaram uma campanha para protestar contra a controversa lei, e marcaram o que antecipam como "um grande protesto" para sábado, no centro de Telavive.

Moshe Kahlon afirmou hoje, na rádio pública, que o texto "foi feito apressadamente e deve ser alterado". "A última coisa que queremos é prejudicar a comunidade drusa", disse Kahlon, líder do partido de centro-direita Koulanou, a segunda maior força política da coligação no poder.

Na quarta-feira, Naftali Bennett, líder do partido religioso nacionalista Foyer considerou, na sua conta na rede social Twitter, que a lei na sua forma atual "prejudicava muito" os drusos e "os que ligaram o seu destino ao do Estado judeu". A lei, que se enquadra na categoria de leis básicas que servem como a Constituição em Israel, também proclama que Jerusalém é a capital de Israel, incluindo a parte palestiniana da cidade anexada pelo Estado judaico. A ONU nunca reconheceu essa anexação.