Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

132 migrantes e 20 agentes feridos: o dia em que 700 pessoas saltaram vala em Ceuta

FADEL SENNA/GETTY

Segundo o “El País”, só nos últimos dias chegaram a Espanha 1300 migrantes, o que causou um colapso dos serviços de acolhimento

Mais de 700 imigrantes da África subsaariana saltaram na manhã desta quinta-feira em Ceuta um obstáculo na zona fronteiriça que separa a cidade autónoma de Marrocos. Pelo menos 132 migrantes e 20 agentes das autoridades ficaram feridos.

Os imigrantes entraram na zona fronteira perto da Fazenda Berrocal, onde existe uma maior facilidade para chegar ao perímetro dado que as câmaras instaladas no local não os conseguem detetar, por haver alguns pontos sem visibilidade.

Por pouco mais de uma hora, os agentes marroquinos e elementos da Guarda Civil tentaram conter o ataque, mas cerca de 400 imigrantes conseguiram saltar e entrar em Ceuta.

Os subsaarianos que conseguiram chegar a Ceuta dispersaram-se e correram para o Centro de Permanência Temporária para Imigrantes (CETI), onde os elementos da Cruz Vermelha já haviam sido mobilizados para ajudá-los.

Segundo o “El País”, só nos últimos dias chegaram a Espanha 1300 migrantes, o que causou um colapso dos serviços de acolhimento. A imigração em situação ilegal em Espanha duplicou este ano, sendo o país a principal porta de entrada de migrantes subsarianos no velho continente.

O autarca de Algeciras, José Ignacio Landaluce, disse ao “El Mundo” que a situação é alarmante, havendo o risco de a região se transformar na “nova Lampedusa do Mediterrâneo Ocidental”.

Uma delegação do Governo anunciará o número oficial de imigrantes que entraram na cidade quando forem identificados e colocados no CETI.

Durante meses não houve entradas em massa através do perímetro de fronteira e a principal via de acesso a Ceuta de Marrocos para os imigrantes era marítima. Mas esta já é considerada uma das maiores e mais violentas entradas de migrantes subsarianos no local.