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Internacional

Série de ataques suicidas mata 48 pessoas na Síria

Três bombistas suicidas fizeram-se explodir esta quarta-feira na cidade de Soueida

SANA

Pelo menos 48 pessoas morreram esta quarta-feira numa série de ataques suicidas realizados pelo Daesh em localidades controladas pelo regime de Assad no sul do país, revela um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH)

Pelo menos 48 pessoas morreram às mãos do Daesh em localidades controladas pelo regime sírio no sul do país, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os membros do Daesh realizaram estes atentados suicidas, que fizeram também dezenas de feridos, antes de atacarem as cidades da província meridional de Soueida, referiu ainda aquela organização não-governamental.

Esta província está inteiramente nas mãos do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Os rebeldes do Daesh estão presentes numa região desértica na fronteira nordeste da província, de onde lançam alguns ataques esporádicos.

Segundo o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, os ataques desta quarta-feira são os primeiros com esta amplitude lançados pelo Daesh há meses na Síria, onde a organização rebelde sofreu inúmeros reveses e só controla um punhado de setores.

"Três bombistas suicidas fizeram-se explodir na cidade de Soueida", declarou um responsável político da província, segundo a agência de notícias francesa AFP.

Outros bombistas suicidas realizaram ataques nas cidades no nordeste da província antes de os 'jiadistas' iniciarem uma ofensiva, acrescentou o responsável.

Dezenas de feridos e 32 civis mortos

Pelo menos 48 pessoas, das quais 12 membros das forças pró-regime e 32 civis, foram mortas e dezenas ficaram feridas, segundo Rahmane.

A agência oficial de notícias Sana e a televisão estatal confirmaram que houve mortos e feridos na província de Soueida, sem dar um número preciso de vítimas.

Unidades do exército lançaram um contra-ataque para expulsar os membros do Daesh, segundo a televisão estatal.

O conflito na Síria começou em 2011 e tem registado o envolvimento de países estrangeiros e grupos extremistas num território cada vez mais fragmentado.

A guerra já matou mais de 350 mil pessoas e causou milhões de deslocados e refugiados.