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Puigdemont regressa à Bélgica

Carles Puigdemont à saída da conferência de imprensa esta quarta-feira em Berlim

CLEMENS BILAN

Depois de quatro meses na Alemanha, o ex-presidente catalão anunciou esta quarta-feira em Berlim que vai voltar à Bélgica, país para onde fugiu em outubro do ano passado

O ex-presidente catalão Carles Puigdemont afirmou hoje em Berlim que no próximo fim de semana vai voltar à Bélgica e que desde lá tem a "vontade de continuar o mandato do povo" e prosseguir com a sua atividade política, revela a agência EFE.

Puigdemont fez estas declarações numa conferência de imprensa realizada na capital alemã junto à sua equipa de advogados depois de ficar em liberdade neste país após a retirada da ordem de extradição espanhola pelos supostos crimes de desvio de fundos e rebelião.

"Sempre tivemos disposição para o diálogo, mas é preciso abordar já o essencial, a relação entre Espanha e a Catalunha", afirmou Puigdemont, quem garantiu que talvez não pise solo espanhol em 20 anos mas seguramente que nesse tempo irá pisar "solo catalão".

"Poderia pisar solo catalão hoje mesmo", assegurou Puigdemont, que precisou que seria, contudo, "na parte do atual Estado francês, mas não deixaria de ser a Catalunha".

Puigdemont afirmou que vai deixar a Alemanha rumo à Bélgica no próximo sábado pela manhã, que estará acompanhado pela sua família e que os últimos quatro meses em solo alemão "marcaram" a sua vida, acrescenta a agência EFE.

O ex-presidente catalão assegurou que tem numerosos convites para participar em eventos tanto na Alemanha "como em diversos países europeus", e acrescentou que tem "intenção de poder aceitar esses convites", embora não tenha precisado onde ou quando irá viajar.

O líder defensor da soberania destacou que com o novo Governo espanhol presidido pelo socialista Pedro Sánchez se produziu uma "mudança de estilo, de clima e de linguagem", e referiu que a reunião que o chefe do Executivo espanhol manteve com o presidente da Generalitat (Governo da Catalunha), Quim Torra, aconteceu de "maneira respeitosa".

"Mas agora tem que vir o tempo não dos gestos mas dos feitos", continuou Puigdemont, que disse: "demonstrámos sempre disposição, e teremos sempre, para o diálogo, mas é preciso abordar o essencial".