Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Greenpeace. Incêndios e ondas de calor são alerta para urgência de controlar o clima

MARTIN BUREAU

Os fogos no Japão, Grécia, no leste da Rússia, no Quebeq e Ontário tornam este fenómeno “verdadeiramente global”, defendem os ativistas em comunicado

A organização ecologista Greenpeace disse esta quarta-feira que os incêndios e as ondas de calor dos últimos dias são “consistentes com as previsões de um mundo alterado pelo clima” e que é “cada vez mais urgente controlar as alterações climáticas”.

Face aos incêndios florestais na Grécia e Japão e às ondas de calor do Japão, que mataram dezenas de pessoas, a Greenpeace considera, em comunicado, que a mudança climática é um “fator claro quando as temperaturas “ainda estão a menos de um grau de aquecimento desde os níveis pré-industriais”.

Os fogos no leste da Rússia e no Quebeq e Ontário, no Canadá, tornam este fenómeno “verdadeiramente global”.

“A perspetiva do que poderíamos experienciar se a temperatura subisse além dos 1,5 ou 2 graus estabelecidos no acordo climático de Paris não são levados em consideração. Precisamos urgentemente controlar as alterações climáticas se vidas como as que estão a ser tragicamente perdidas forem salvas, e até mesmo para prevenir futuros eventos climáticos extremos”, disse em comunicado Bunny Mcdiarmid, diretor executivo do Greenpeace Internacional.

Para o diretor da Greenpeace, "embora existam muitos fatores complexos em jogo com eventos climáticos extremos", o que está a acontecer é "consistente com as previsões de um mundo alterado pelo clima”.

A onda de calor no Japão fez pelo menos 80 mortos e levou 35 mil pessoas a receber tratamento hospitalar em três semanas.

Na passada semana, quando as temperaturas ultrapassaram os 35 graus, registaram-se 65 mortos, de acordo com a agência de gestão de incêndios e desastres. Quinze mortes tinham já sido declaradas nas duas semanas anteriores.

Na Grécia os incêndios causaram, pelo menos, 79 mortos, e os fogos que lavraram na região de Atenas causaram quase duas centenas de feridos, alguns em estado crítico.