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Internacional

Grécia. Quatro detidos por saques, Supremo Tribunal ordena abertura de inquérito

ANGELOS TZORTZINIS/GETTY

Quatro indivíduos foram detidos esta quarta-feira por suspeitas de envolvimento em saques na povoação de Neos Voutzas, próximo de Atenas. Supremo Tribunal da Grécia ordenou a abertura de um inquérito para apurar a eventual responsabilidade do Estado helénico nos incêndios

Mais uma vez a história repete-se: há quem se aproveite das tragédias, desta vez na Grécia. Quatro pessoas foram detidas esta quarta-feira por suspeitas de envolvimento em saques na povoação de Neos Voutzas, nos arredores de Atenas, na sequência dos incêndios que devastaram no início da semana a região.

O grupo de suspeitos, com idades compreendidas entre os 22 e os 26 anos, foram detidos durante uma rusga efetuada pela polícia grega, avança o “Ekathimerini.”

Entretanto, o Supremo Tribunal da Grécia ordenou a abertura de um inquérito para apurar as causas dos incêndios e a eventual responsabilidade do Estado helénico. Vários responsáveis políticos e bombeiros lamentam a resposta tardia das autoridades face à situação de emergência e a ausência de um plano de evacuação para a região, apesar dos alertas emitidos para o risco máximo de incêndio. Apontam ainda o dedo ao Secretariado Geral da Proteção Civil e à Autoridade Regional de Ática, por falta de coordenação no quadro de emergência.

A baixa precipitação no inverno e as elevadas temperaturas aliadas ao vento forte que se fizeram sentir na madrugada de segunda-feira foram fatores-chave para a tragédia que atingiu uma zona florestal de pinheiros em Mati, próximo de habitações.

As medidas de austeridade que afetaram os serviços públicos gregos durante o programa da troika e o excesso de empreendimentos turísticos e habitações ilegais na região também são alvo de fortes críticas.

Segundo o autarca de Rafina, Evangelous Bournous, mais de 1500 casas e mais de 2100 hectares de floresta foram destruídos pelas chamas, refere o “Guardian”.

O último balanço das autoridades indica que pelo menos 80 pessoas morreram e 187 ficaram feridas, incluindo 23 menores e 10 adultos em estado crítico, nos incêndios que desvastaram a região.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou que foi desbloqueada uma verba de 20 milhões de euros, do Programa de Investimento Público, para dar resposta às vítimas e zonas mais afetadas.