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Arcebispo chileno convocado para interrogatório sobre ocultação de abusos sexuais

CLAUDIO REYES / Getty Images

“Reitero o meu compromisso e o da Igreja de Santiago para com as vítimas, na busca da verdade e respeito pela justiça civil”, assegurou o arcebispo de Santiago em comunicado

O arcebispo de Santiago, o cardeal Ricardo Ezzati, foi convocado pelo procurador regional de Rancugua, no centro do Chile, para responder a acusações de ter ocultado casos de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica chilena.

"Reitero o meu compromisso e o da Igreja de Santiago para com as vítimas, na busca da verdade e respeito pela justiça civil", assegurou o arcebispo de Santiago em comunicado, acrescentando ter "a convicção de nunca ter escondido [nada] ou obstruído a justiça".

Na semana passada, o padre Oscar Muñoz, braço direito de Ezzati, foi detido em Santiago, acusado de abuso sexual e violação de sete menores.

A Igreja Católica chilena está a viver uma crise profunda: 158 pessoas, entre bispos, sacerdotes ou leigos relacionados com a igreja, já foram ou estão a ser objeto de uma investigação por abuso sexual de menores e adultos cometidos nos últimos 58 anos.

No total, a Procuradoria-Geral chilena totalizou 266 vítimas, 178 das quais eram menores de idade.

Em maio, três homens vítimas de um padre pedófilo chileno, que foram recebidos pelo papa Francisco no Vaticano, denunciaram um pacto de silêncio de parte da alta hierarquia da igreja católica do Chile.