Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

80 mortos confirmados na Grécia. Equipas de socorro continuam no terreno

PANTELIS SAITAS/EPA

Dezenas de voluntários estão concentrados em Rafina, para receberem as ajudas às vítimas dos incêndios que destruíram parte da região. Ainda há desaparecidos, pelo que se teme que o balanço das mortes possa continuar a subir

A Grécia acordou com a notícia que se temia. Há mais mortos a juntar ao balanço oficial da tragédia causada pelos incêndios - estão agora 80 confirmados, a que se somam quase 200 feridos, segundo a agência Anadolu - e as equipas de socorro continuam a temer que a contabilidade não fique por aqui. No terreno procuram-se ainda sobreviventes, enquanto dezenas de voluntários se concentram na região de Rafina, para receberem e distribuírem as ajudas às vítimas.

Mais de 1500 casas foram afetadas e mais de 300 viaturas ficaram completamente destruídas pelas chamas. O país procura a normalidade possível, com o presidente da autarquia de Rafina a considerar que a situação está controlada.

“Para já, temos solução em termos de comida, alojamento, ajuda médica e apoio psicológico”, afirmou Vagelis Bournous à agência Lusa na noite de terça-feira. Nas últimas 24 horas, pessoas e empresas têm feito chegar comida, garrafas de água, fraldas para bebés, medicamentos e “até dinheiro”, incluindo do estrangeiro, disse.

“As infraestruturas da cidade estão a funcionar, mas a beleza natural em algumas partes desapareceu completamente”, lamentou Bournous.

O Governo de Alexis Tsipras decretou três dias de luto e já desbloqueou uma verba de 20 milhões de euros, procedente do Programa de Investimento Público, destinada à ajuda imediata e a cobrir as necessidades das zonas mais afetadas.

Quanto às causas na origem dos incêndios, as autoridades investigam a possibilidade de terem tido mão criminosa.

Em termos de consequências, a resistência de muitos dos ocupantes a deixarem as suas casas poderá explicar o elevado número de mortes. Muitas das vítimas morreram no interior das suas habitações, disse terça-feira o porta-voz do Governo, Dimitris Tznakópulos. Mas o excesso de construção na região de Mati, com muitas casas ilegais, e os sucessivos cortes que desde 2010 afetaram os serviços públicos gregos, estão também a ser apontados como fatores que contribuíram para a tragédia.

(Artigo atualizado às 14h15)