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Trump quer retirar credenciais de segurança a ex-espiões e ex-polícias críticos do seu governo

Alex Wong / EPA

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, afirmou esta terça-feira que Trump está a “explorar os mecanismos” para retirar as acreditações atribuídas a alguns dos principais dirigentes da polícia e serviços de informações, pelas críticas que estes lhe têm feito

O Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu esta terça-feira a possibilidade de retirar as acreditações de segurança atribuídas a alguns dos principais dirigentes da polícia e serviços de informações, pelas críticas que estes lhe têm feito.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, afirmou esta terça-feira que Trump está a “explorar os mecanismos” para retirar as acreditações, entre outros, ao ex-diretor das Informações Nacionais, entidade que coordena os vários serviços de informações, James Clapper, ao ex-diretor da Agência Central de Informações (CIA) John Brennan e ao diretor da polícia federal (FBI), Jim Comey.

Sanders acusou estas pessoas de terem “politizado e, em alguns casos, beneficiado monetariamente das suas credenciais de segurança e serviço público”, bem como de fazerem “acusações sem fundamento” a Trump.

Na semana passada, Brennan descreveu a conferência de imprensa conjunta de Trump com o Presidente russo, Vladimir Putin, como “nada menos do que traição”.

Vários congressistas já se pronunciaram sobre a intenção de Trump, rejeitando-a.

O número dois republicano no Senado, John Cornyn, eleito pelo estado do Texas, disse esta terça-feira que podia compreender a irritação de Trump com estes antigos dirigentes, “que estão a usar obviamente o uniforme da equipa da oposição”.

Contudo, ao mesmo tempo, relativizou: “Não sei se estão a abusar da sua acreditação de segurança. É uma alegação muito séria”.

Da mesma forma, o principal democrata da comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, Eliot Engel, eleito pelo estado de Nova Iorque, considerou que a revogação das acreditações seria “irónica”, considerando as questões que se levantaram sobre a sua atribuição a familiares de Trump, e classificou a pretensão como “ridícula”.