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Juncker à Grécia: “Tudo será feito para prestar apoio enquanto for necessário”

PATRICK HERTZOG/AFP/Getty Images

O Comissário com a pasta da Proteção Civil está a caminho de Atenas para ajudar a coordenar a assistência europeia. Chipre, Espanha e Bulgária responderam assim que a Grécia pediu ajuda ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil

"Foi com o coração apertado que tive conhecimento que tantas pessoas perderam tragicamente a vida nos fogos devastadores em Atenas." As palavras do Presidente da Comissão ao primeiro-ministro grego, lembram a carta enviada em junho do ano passado a António Costa, após a tragédia de Pedrógão.

E tal como há um ano, também agora Bruxelas reafirma a solidariedade europeia com um Estado-europeu em dificuldades, e com as famílias e amigos das vítimas. "Estamos ao lado do povo grego e com as autoridades, e elogio os esforços incansáveis e corajosos da resposta de emergência", diz ainda Juncker na carta, garantido que "tudo o que for possível será feito para prestar apoio hoje, amanhã e enquanto for necessário".

O pedido de apoio da Grécia ao Mecanismo Europeu de Proteção civil foi feito na segunda-feira à noite. "Nesta altura, queremos agradecer a Chipre, Espanha e Bulgária, que imediatamente disponibilizaram ofertas concretas de assistência através do Mecanismo: aviões, bombeiros, assistência médica e veículos", disse esta terça-feira em comunicado o Comissário com a pasta da ajuda humanitária e Proteção Civil.

Christos Stylianides parte também esta terça-feira para Atenas, para reforçar a ligação entre as autoridades gregas e a assistência europeia.

Em Bruxelas, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência funciona vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Recebe os pedidos de ajuda e coordena as contribuições dos vários Estados participantes, estando em contacto com as autoridades de Proteção Civil a nível nacional. No entanto, a mobilização de meios aéreos, técnicos ou humanos é feita de forma voluntária e consoante a disponibilidade que cada país tem no momento.

O Mecanismo Europeu de Proteção foi eficaz aquando de Pedrógão, facilitando a mobilização de meios aéreos franceses e espanhóis, mas falhou na resposta imediata quando os incêndios devastadores se repetiram em Portugal, em outubro.

Bruxelas reconheceu a necessidade de se reforçar o mecanismo e avançou em novembro com uma proposta para intensificar a capacidade da UE para fazer face a catástrofes. O objetivo passa por criar uma reserva de meios da proteção civil da UE, incluindo aviões de combate a incêndios, bombas de água especiais, equipas de busca e salvamento em meio urbano, hospitais de campanha e equipas médicas de emergência.

Estes "meios próprios" da UE seriam complementares aos nacionais e geridos pela Comissão Europeia para ajudar países afetados por inundações, incêndios florestais, sismos e outras catástrofes.

No entanto, os Estados-membros e o Parlamento Europeu ainda não concluíram o processo legislativo, e a iniciativa ainda não saiu do papel.