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Internacional

Estudante brasileira assassinada a tiro na Nicarágua

MARVIN RECINOS/Getty

Raynéia Gabrielle Lima, de 31 anos, estava há um ano na Universidade Americana onde frequentava o curso de Medicina

Uma estudante brasileira foi assassinada segunda-feira à noite na Nicarágua depois de fotografar um grupo de paramilitares no sul de Manágua, capital do país, anunciou o reitor da Universidade Americana (UAM), Ernesto Medina.

Raynéia Gabrielle Lima, de 31 anos, estava há um ano na UAM, onde frequentava o curso de Medicina e a sua morte ocorre em plena crise social e política nicaraguense, com manifestações contra o Presidente Daniel Ortega, que provocou entre 277 e 351 mortos, segundo organizações humanitárias locais e internacionais.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusaram o Governo de Nicarágua de praticar "assassinatos, execuções extrajudiciais, maus-tratos, possível tortura e detenções arbitrárias."

A Nicarágua atravessa a crise mais sangrenta da sua história em tempos de paz, e a mais forte desde os anos 1980, quando Ortega também era o Presidente do país. Os protestos contra Ortega e sua mulher, a vice-Presidente Rosario Murillo, começaram em 18 de abril, quando a população passou a manifestar-se nas ruas contra as reformas fracassadas na área de segurança social e a exigir a renúncia do Presidente.