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Internacional

Enviado da ONU diz que “confronto devastador” em Gaza foi evitado no sábado

Majdi Fathi/Getty

No sábado, Israel e Hamas acordaram um cessar-fogo depois de esforços diplomáticos da Organização das Nações Unidas e do Egito

O enviado da ONU para o Médio Oriente disse nesta terça-feira no Conselho de Segurança que o Estado de Israel e a organização terrorista Hamas estiveram, no sábado, "a minutos" de um "confronto devastador" em Gaza. No sábado, Israel e Hamas acordaram um cessar-fogo depois de esforços diplomáticos da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Egito para que os dois lados recuassem no conflito iminente na Faixa de Gaza, depois de uma onda de violência que matou cinco pessoas.

Nickolay Mladenov disse hoje no Conselho de Segurança da ONU que, depois do seu regresso, "situação está a acalmar, apesar de que as tensões permanecem" e a situação é "perigosa". O enviado expressou esperança em evitar conflitos graves: "com os esforços coletivos de todos os lados, podemos evitar outra guerra".

"A menos que comecemos a sério o trabalho crucial necessário para mudar a atual dinâmica de deterioração, outra explosão é quase uma certeza", declarou Nickolay Mladenov. O enviado da ONU reforçou que a população da Faixa de Gaza "merce viver a sua vida em liberdade e dignidade", pelo que é necessário contrariar a escalada da violência com calma, mais coordenação e apoio financeiro.

No sábado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou a israelitas e palestinianos que evitassem "outro conflito devastador" após a escalada de violência que custou a vida, na sexta-feira, a quatro palestinianos e um soldado de Israel.

Desde 30 de março que os palestinianos protestam regularmente no setor fronteiriço para denunciar o bloqueio imposto em Gaza e exigir o regresso dos refugiados palestinianos expulsos ou que fugiram das suas terras em 1948, no decurso da formação do Estado de Israel. Mais de 130 palestinianos, a maioria desarmados, foram mortos por fogo israelita desde o início dos protestos.