Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Venezuela. Profissionais do setor elétrico iniciam greve para exigir melhores salários

Na Venezuela são cada vez mais frequentes os apagões elétricos, que alguns engenheiros e políticos opositores atribuem à falta de manutenção no setor e à ausência de investimentos

Os trabalhadores das empresas elétricas estatais venezuelanas iniciaram nesta segunda-feira uma greve de "duração indefinida" para exigir melhores salários e investimentos num setor que com frequência deixa os venezuelanos "às escuras". A greve tem lugar depois de um mês de protestos em que estes profissionais dizem não ter recebido quaisquer respostas por parte do executivo presidido por Nicolás Maduro.

Em Caracas, dezenas de trabalhadores concentraram-se junto da sede da estatal Corporação Elétrica de Venezuela (Corpoelec), no centro da capital, com cartazes a denunciar que a "Corpoelec paga salários de fome".

A greve conta com o apoio da Federação de Trabalhadores do Setor Elétrico (Fetraelec), que tem denunciado que o salário daqueles profissionais é insuficiente para comprar um pão por dia.
Ainda na capital, os trabalhadores concentraram-se junto da sede de Corpoelec em La Yaguara (oeste de Caracas), onde denunciaram que as instalações e os equipamentos para geração elétrica estão deteriorados.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes os apagões elétricos, que alguns engenheiros e políticos opositores atribuem à falta de manutenção no setor e à ausência de investimentos, o que tem feito reduzido a capacidade de produção.

Os apagões que ocorrem também em Caracas, são frequentes e longos no interior do país, por exemplo no Estado de Zúlia (oeste do país), onde em algumas localidades a população se queixa de estar há 17 dias sem energia elétrica.