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Internacional

Trump “muito feliz” com o estado das negociações com Pyongyang

Jonathan Ernst

Comentário de Trump surgiu após vários meios de comunicação terem assegurado que o Presidente expressara frustração, em várias ocasiões, por não ter sido concretizado nenhum dos acordos alcançados com Kim Jong-un, na cimeira de Singapura

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira estar "muito feliz" com o estado das negociações com a Coreia do Norte, desmentindo as alegações de que se encontrava zangado com a falta concretização dos acordos estabelecidos.

"Nenhum foguetão é lançado pela Coreia do Norte há nove meses. Igualmente, nenhum teste nuclear. O Japão está feliz, toda a Ásia está feliz. Mas as Notícias Falsas estão a dizer, sem sequer me perguntarem (sempre fontes anónimas), que estou zangado porque não avança mais rapidamente. Errado, estou muito feliz", escreveu hoje Trump na sua conta da rede social Twitter.

O comentário de Trump surgiu após vários meios de comunicação terem assegurado que o Presidente expressara a sua frustração, em várias ocasiões, por não ter sido concretizado nenhum dos acordos alcançados com o Presidente norte-coreano, Kim Jong-un, em Singapura.

O jornal The Washington Post citava especialmente a entrega dos restos mortais de soldados norte-americanos, caídos na Guerra da Coreia, acordada por ambos os líderes e que inclusivamente levou Trump a afirmar, poucos dias depois da cimeira de 12 de junho, que Pyongyang já tinha começado a expatriar os restos.
Só no passado dia 15 de julho, mais de um mês após a cimeira, é que as delegações de ambos os países se reuniram na localidade de Panmunjom, na fronteira entre as Coreia, para finalizar os detalhes da operação.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, revelou que a Coreia do Norte comprometeu-se a entregar os restos de 55 soldados, ao contrário dos presumidos 200, com chegada marcada nos Estados Unidos para as próximas semanas. O departamento de Estado também informou que ambas as delegações acordaram a renovação das operações de busca para procurar os restos de cerca de 5.300 soldados norte-americanos que morreram na Guerra da Coreia, e que se presume que continuam em território norte-coreano.