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Suécia mantém combate aos incêndios com ajuda internacional, Portugal incluído

MATS ANDERSSON/Getty

Chegaram a ser quase 50 fogos a arder em simultâneo, mas entretanto este número diminuiu para 27, muito em parte graças ao esforço das equipas internacionais que responderam positivamente ao pedido de ajuda à União Europeia, Portugal incluído. Muito calor e pouca chuva tornaram a Suécia terreno fértil para fogos na última semana

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Muito calor, um calor surpreendente para o país em causa, a Suécia, com temperaturas a bater dias seguidos nos 30 graus, e pouca chuva, também surpreendentemente pouca. Dois fatores que, combinados, explicam as dezenas de fogos que lavram no país desde o início da semana passada.

Chegaram a ser quase 50, esta segunda-feira o número diminuiu para 27 (quatro deles ainda fora de controlo), muito em parte graças ao esforço das equipas internacionais que responderam positivamente ao pedido de ajuda à União Europeia feito pela Suécia. França, Itália, Alemanha, Polónia, Dinamarca e Lituânia enviaram aviões de combate a incêndios, camiões e vários bombeiros para ajudar a apagar os fogos que só nos últimos dias já queimaram mais de 20 mil hectares.

Chegaram também já à Suécia, vindos da Alemanha e da Lituânia, cinco helicópteros de luta contra incêndios. A Polónia mobilizou 44 veículos de bombeiros e 130 operacionais e a Dinamarca, 12 veículos com 55 bombeiros. Um esforço global do qual Portugal não se quis excluir, disponibilizando dois aviões que vão chegar ao país na terça-feira de manhã. A Suécia já agradeceu.

A situação mantém-se, no entanto, muito preocupante, ou “muito grave”, conforme fez saber esta segunda-feira a agência sueca para as Contingências civis, segundo a agência de notícias sueca TT - o risco de incêndio continua elevado, sobretudo no sudeste da Suécia e à volta de Estocolmo, capital do país, e não há perspetivas de descida das temperaturas durante a semana (a única boa notícia é a que menciona a previsão de chuva para o fim de semana).

Ninguém tem dúvidas - o verão na Suécia está a ser excepcionalmente quente, com as temperaturas a roçar os 30 graus, de norte a sul do país. Excecional é também a chuva que tem caído desde o início de maio - quase nenhuma, à exceção de uns aguaceiros em meados deste mês - com algumas zonas do sudeste do país numa situação de seca extrema, a mais extrema alguma vez ali registada. As autoridades emitiram uma ordem de evacuação para as áreas de maior risco, que incluem as províncias centrais de Gävleborg, Jämtland e Dalarna.

Mas não são só os incêndios que preocupam as autoridades. A atenção está também virada para as altas temperaturas registadas em julho, as mais altas dos últimos 260 anos, que começam a prejudicar a indústria agrícola, com várias colheitas destruídas e agricultores a lamentar não ter comida para os seus animais. O nível de água nas barragens, onde se produz metade da energia elétrica do país, desceu drasticamente, elevando os preços da energia.