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Reino Unido não se opõe à execução de dois jiadistas do grupo “The Beatles”

AHMAD AL-RUBAYE/GETTY IMAGES

A informação foi revelada pelo jornal “The Telegraph”, que teve acesso a uma carta em que o ministro inglês do Interior diz ao procurador-geral americano que não precisa de “garantias” de que a dupla não enfrentará a pena de morte. Alexanda Kotey e Shafee El-Sheikh têm cidadania britânica e foram capturados em janeiro no leste da Síria. Agora, serão julgados em tribunais americanos pelas suas atividades no Daesh

O Reino Unido concordou partilhar com os EUA informações sobre os dois jiadistas do grupo terrorista conhecido como “The Beatles”. Segundo o jornal “The Telegraph”, Alexanda Kotey e Shafee El-Sheikh, ambos com cidadania britânica, serão julgados em tribunais americanos pelas suas atividades no autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Numa carta enviada ao procurador-geral americano Jeff Sessions, o ministro inglês do Interior, Sajid Javid, escreveu que não precisa de “garantias” de que a dupla não enfrentará a pena de morte.

Juntamente com os outros dois elementos do quarteto jiadista, Kotey e El-Sheikh estiveram por detrás do assassinato dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, dos trabalhadores humanitários britânicos David Haines e Alan Henning e ainda de Peter Kassig, veterano da guerra no Iraque, entre muitos outros.

Os dois jiadistas foram capturados em janeiro no leste da Síria por uma força árabe e curda aliada de Washington.

O mais célebre dos quatro “Beatles” jiadistas era o britânico Mohammed Emwazi, conhecido pelos seus vídeos de decapitação de reféns. Tinha a alcunha de “Jihadi John” e foi morto em novembro de 2015 num bombardeamento em Raqqa, na Síria.