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Equador discute expulsão de Assange da embaixada em Londres

Carl Court/Getty Images

O país estará a preparar-se para retirar a proteção a Julian Assange, que fundou a organização que publica informação secreta e documentos classificados fornecidos por fontes anónimas. Assange vive na embaixada desde que em 2012 fugiu da Suécia na sequência de acusações de agressão sexual e violação. Fontes próximas de Assange afirmam que os EUA estão a ameaçar bloquear um empréstimo do FMI ao Equador como forma de pressão

O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, poderá ser expulso da embaixada do Equador em Londres nos próximos dias ou semanas. Relatos de várias fontes indiciam que o Equador se está a preparar para retirar a proteção a Assange depois de seis anos de pressão dos EUA e do Reino Unido.

O Presidente equatoriano Lenín Moreno, eleito no ano passado, já deixou claro que não gosta do papel do país no assunto, tendo descrito Assange como um “pirata informático”, uma “pedra no sapato” e um “problema herdado” pela sua administração. Moreno também terá ficado irritado com as queixas do Executivo espanhol depois de Assange manifestar o seu apoio aos movimentos separatistas da Catalunha. Em resultado da crescente tensão, no início do ano, Assange ficou sem acesso à Internet e com drásticas restrições nas visitas que poderia receber.

O fundador da organização, que publica informação secreta e documentos classificados fornecidos por fontes anónimas, vive na embaixada do Equador em Londres desde que em 2012 fugiu da Suécia na sequência de acusações de agressão sexual e violação. A justiça sueca retirou, entretanto, as acusações, embora Assange ainda possa ser preso por ter violado as condições da fiança. Há ainda a possibilidade de os EUA pedirem ao Reino Unido que o prenda e extradite por causa da divulgação de documentos confidenciais.

Fontes próximas de Assange, citadas pela revista online “Slate”, afirmam que os EUA estão a pressionar o Equador a expulsar o fundador da WikiLeaks, ameaçando mesmo bloquear um empréstimo do Fundo Monetário Internacional ao país.