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Expresso

Internacional

Autoridades de Macau assumem guarda de 533 galgos de corrida

Galgos no Yat Yuen Canidrome, em Macau

Bobby Yip/Reuters

Os animais ficaram abandonados após o encerramento do Macau Canidrome Club, que existia há mais de 50 anos

Luís M. Faria

Jornalista

As autoridades em Macau assumiram a guarda de 533 galgos que foram abandonados pela empresa proprietária do Macau Canidrome Club. Essa pista, a única do seu tipo na Ásia, foi encerrada no sábado por ordem oficial, e a sua proprietária negou ter responsabilidade pelos animais. Angela Leong, quarta esposa do magnata do jogo Stanley Ho, alegou que os galgos faziam parte da concessão. A partir do momento em que esta terminava devia ser o governo local a tomar conta dos galgos.

A pista existia há mais de meio século, e o seu auge foi justamente nos anos 60. Nos últimos tempos, porém, acumulavam-se as queixas de grupos defensores dos animais a respeito de maus tratos. Entre outras coisas, o clube era acusado de praticar eutanásia sobre os animais com menos performance.

Como as autoridades também estão empenhadas em tornar Macau menos dependente do jogo e em reorientá-lo para o turismo asiático de classe média, havia a sensação geral de que a época do Canidrome passara há muito. E há planos de desenvolvimento para a área onde ele se encontra.

A empresa tinha sugerido que o clube ficasse aberto para se poderem manter os animais, mas a proposta não foi aceite. Assim, eles ficaram abandonados e teve de ser o Departamento de assuntos Cívicos e Municipais a intervir. De modo geral, parecem estar em bom estado; apenas um ou outro apresentam doenças de pele ou outros problemas.

Os respetivos donos têm agora sete dias para os reclamar, sob pena de multa. O diário "South China Morning Post" acusa Leong de se ter eximido às suas responsabilidades. "Teria havido muito tempo para instalar os animais humanamente", escreve, lembrando a quantidade de ofertas de adoção que chegaram de várias partes do mundo.