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Steve Bannon quer criar fundação na Europa para ajudar e financiar partidos de extrema-direita

JONATHAN BACHMAN/ Reuters

A fundação, que se chamará The Movement e terá sede em Bruxelas, pretende fazer sondagens e prestar serviços de aconselhamento aos partidos populistas e de extrema-direita que têm cada vez mais apoio na Europa

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Steve Bannon, ex-conselheiro de Donald Trump, disse este sábado ter planos para criar uma fundação na Europa para financiar e ajudar ao crescimento dos partidos populistas e de extrema-direita.

Numa entrevista ao “Daily Beast”, Bannon disse querer oferecer uma alternativa à Open Society Foundation, fundação do multimilionário húngaro-americano George Soros que financia movimentos pela democracia em vários países, sobretudo do leste europeu. “Soros é um demónio, mas é brilhante”, disse o também ex-diretor do site de extrema-direita Breitbart.

A fundação, que se chamará The Movement e terá sede em Bruxelas, segundo indicou Bannon, pretende fazer sondagens, investigação e prestar serviços de aconselhamento sobre a mensagem a transmitir e o público-alvo para os partidos de extrema-direita que têm cada vez mais apoio na Europa. Servirá também como ligação entre estes partidos e o Freedom Caucus, grupo de congressistas com raízes no movimento de direita radical Tea Party.

O ex-conselheiro do Presidente norte-americano disse ter-se encontrado com vários políticos nos últimos 12 meses, incluindo o antigo líder do Partido para a Independência do Reino Unido (UKIP, na sigla em inglês), e membros da Frente Nacional, de Marine Le Pen, bem como do partido do Presidente húngaro, Viktor Orbán. Terá sido, aliás, num comício de Le Pen em Lille, França, que surgiu a ideia de criar esta fundação. “Convidaram-me para discursar e perguntei o que era suposto dizer. Responderam-me que a única coisa que deveria dizer era: Não estamos sozinhos’”.

Ainda na entrevista ao “Daily Beast”, Steve Bannon disse ambicionar a criação de um “supergrupo” dentro do parlamento Europeu que possa eleger até um terço dos membros do parlamento nas eleições europeias de 2019. Também disse que planeia passar metade do seu tempo na Europa assim que terminarem as eleições intercalares nos EUA, marcadas para novembro. O ex-conselheiro de Trump não deu qualquer indicação sobre quanto dinheiro pretende gastar no projeto nem de onde ele virá.