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Rússia pede que Estados Unidos libertem alegada agente do Kremlin “o mais rápido possível”

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Maria Butina é acusada de conspirar contra o Governo dos EUA, tendo tentado alegadamente infiltrar-se na Associação Nacional de Armas e influenciar a política americana em benefício da Rússia. Está detida nos EUA desde dia 15 de julho

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, fez saber este sábado ao secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que a alegada espia Maria Butina foi detida nos EUA com base em “acusações fabricadas” e que, por isso, deve ser libertada. A declaração foi feita durante uma chamada telefónica, segundo informou em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

Na quarta-feira passada, um juiz federal decidiu a favor dos procuradores norte-americanos que pediram a detenção da alegada agente do Kremlin até ao seu julgamento, alegando que haveria perigo de fuga para o estrangeiro. Maria Butina, 29 anos, é acusada de conspirar contra o Governo dos EUA, tendo tentado alegadamente infiltrar-se na Associação Nacional de Armas (NRA, na sigla em inglês) e influenciar a política americana em benefício da Rússia.

A alegada agente russa terá oferecido sexo em troca de um emprego numa organização americana, que não se sabe se é a NRA ou outra. Segundo o Departamento de Justiça, Butina trabalhava “sob a direção e controlo” de um alto funcionário russo, cujo nome não é revelado mas que lhe dava indicações através de mensagens online. Está detida desde domingo passado, dia 15 de julho.

Durante a conversa com Mike Pompeo, Lavrov disse ser “inaceitável” mantê-la detida com base em acusações forjadas e pediu a sua libertação “o mais rápido possível”. Anteriormente, o Ministério russo dos Negócios Estrangeiros afirmara que a prisão de Butina se destinava a minar os “resultados positivos” da cimeira entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Helsínquia, na segunda-feira.

  • Ofereceu sexo para trabalhar em organização americana e recebia instruções de alto funcionário russo

    A alegada agente do Kremlin Maria Butina está detida desde domingo e assim deverá continuar até ao seu julgamento por existir perigo de fuga. “Em pelo menos uma ocasião, ofereceu sexo em troca de uma posição numa organização de interesse especial”, refere a acusação. O nome da organização não é revelado, mas as redes sociais de Butina mostram que frequentava eventos da Associação Nacional de Armas (NRA, na sigla inglesa)