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Internacional

Presidente Macron enfrenta críticas depois de agressão de assessor a manifestante

Alexandre Benalla (à esquerda), o assessor de Macron que está no centro da polémica

CHRISTOPHE ARCHAMBAULT/AFP/Getty Images

Alexandre Benalla, assessor do vice-chefe do gabinete presidencial e responsável pela segurança da campanha de Macron em 2017, foi identificado a bater num homem num vídeo de uma manifestação de 1 de maio. Benalla fez-se passar por agente de segurança, usando um capacete da polícia antimotim. O Ministério Público e o Ministério da Administração Interna anunciaram que abriram investigações ao caso

O Presidente francês, Emmanuel Macron, está debaixo de fogo depois de um assessor ter sido identificado num vídeo a bater num homem durante uma manifestação do primeiro de maio. Alexandre Benalla, assessor do vice-chefe do gabinete presidencial e responsável pela segurança da campanha de Macron em 2017, foi identificado nas imagens na quarta-feira pelo jornal “Le Monde”.

No dia seguinte, questionado sobre se a república francesa tinha sido “manchada” pela atitude de Benalla, o Presidente respondeu: “Não, não, não. A república está firme”.

O vídeo foi filmado durante as tradicionais manifestações do Dia do Trabalhador, este ano com as políticas de Macron, consideradas amigas das empresas, na mira dos protestos. Com um capacete da polícia antimotim mas, de resto, vestindo roupas civis, Benalla é visto a puxar uma mulher de um lado para o outro da praça.

Em seguida, junta-se a um grupo de polícias que arrastam um homem de forma agressiva. Benalla agarra o homem por trás, arrasta-o e depois bate-lhe várias vezes. O homem acaba por cair no chão e o assessor presidencial abandona o local.

O Ministério Público francês anunciou esta quinta-feira que abriu uma investigação relacionada com acusações de agressão por parte de um funcionário público e imitação ilegal de um agente da polícia. O Ministério da Administração Interna informou que a polícia também abriu uma investigação interna.

Alexandre Benalla foi detido por “violência em grupo por uma pessoa encarregada de uma missão de serviço público, usurpação de funções e posse ilegal de insígnias reservadas à autoridade pública” e ainda por “cumplicidade na apropriação indevida de imagens de um sistema de videovigilância”, refere a agência EFE.

(Notícia atualizada às 12h24)