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Internacional

Peru. Presidente do Supremo Tribunal é a mais recente baixa em vaga de demissões relacionadas com corrupção

Duberlí Rodríguez, o presidente (demissionário) do Supremo Tribunal do Peru

Fotoholica Press/LightRocket/Getty Images

Orlando Velásquez também se demitiu do cargo de presidente do Conselho Superior de Magistratura, depois de no sábado o ministro da Justiça, Salvador Heresi, ter sido forçado a renunciar. Numa gravação, ouve-se o juiz do Supremo Tribunal Cesar Hinostroza Pariachi a oferecer-se para vender favores ao antigo governante

O presidente do Supremo Tribunal do Peru, Duberlí Rodríguez, renunciou esta quinta-feira ao cargo na sequência de um escândalo de corrupção que tem abalado o sistema judicial do país. A renúncia de Rodríguez acontece depois da divulgação, na semana passada, de cassetes áudio que sugeriam que as penas e a influência judicial podiam ser compradas.

Orlando Velásquez também se demitiu do cargo de presidente do Conselho Superior de Magistratura, depois de no sábado o ministro da Justiça, Salvador Heresi, ter sido forçado a renunciar. Numa gravação, ouve-se o juiz do Supremo Tribunal Cesar Hinostroza Pariachi a oferecer-se para vender favores ao antigo governante. Ambos negam qualquer irregularidade.

Reduzir pena ou declarar inocente um homem acusado de violar menina

Numa outra cassete, que faz parte de uma série de gravações tornadas públicas por um site de investigação e por um programa de televisão peruano, um juiz equaciona reduzir a pena ou declarar inocente um homem acusado de violar uma menina.

Duberlí Rodríguez estava sob pressão dos seus colegas para renunciar e ceder o lugar a alguém que não estivesse manchado pela corrupção. “Dada a crise institucional por que o poder judiciário está a passar, apresento a minha renúncia irrevogável do cargo”, disse em comunicado.

O Presidente do Peru, Martín Vizcarra, nomeou entretanto uma comissão de seis juízes para apresentar uma proposta de reforma judicial, tendo igualmente convocado para esta sexta-feira uma sessão extraordinária no Parlamento para discutir o escândalo da corrupção.