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Ex-Presidente sul-coreana condenada a mais oito anos de prisão. Arrisca 32 anos atrás das grades

REUTERS/Kim Hong-Ji

Park Geun-hye foi considerada culpada de provocar perda de fundos da agência estatal de espionagem e de interferir nas eleições parlamentares de 2016. Em abril, já tinha sido condenada a 24 anos de prisão por abuso de poder, coerção e corrupção. Desta vez, o juiz repreendeu Park, que nega as acusações, por “não ter cooperado” durante a audiência e o interrogatório

O Tribunal Distrital de Seul condenou esta sexta-feira a antiga Presidente sul-coreana Park Geun-hye a mais oito anos de prisão, depois de a considerar culpada de provocar perda de fundos da agência estatal de espionagem e interferir nas eleições parlamentares de 2016.

O tribunal deliberou que a ex-chefe de Estado, que já tinha sido condenada a 24 anos de prisão por abuso de poder, coerção e corrupção, conspirou com os seus então assessores para desviar fundos no valor de 2,91 milhões de dólares (cerca de dois milhões e meio de euros) dos serviços de informação. Três antigos chefes destes serviços testemunharam que tinham canalizado os fundos para Park Geun-hye sob as suas ordens. O juiz repreendeu a ex-Presidente, que nega as acusações, por “não ter cooperado” durante a audiência e o interrogatório.

Park também foi considerada culpada de interferir no processo de seleção de candidatos do Partido Saenuri, então no poder, para as eleições parlamentares.

O julgamento que passou na televisão

Em abril, o julgamento que condenou a antiga Presidente a 24 anos de prisão foi transmitido em direto. As autoridades alegaram o interesse público extraordinário no caso para justificar esta ação sem precedentes.

A primeira mulher a liderar o país não estava presente no tribunal durante a leitura da sentença, tendo boicotado as audiências de julgamento e acusado os tribunais de serem tendenciosos contra ela.

A antiga chefe de Estado conspirou com Choi Soon-sil, uma amiga de longa data, para pedir subornos a gigantes como a Samsung e a Lotte, em troca de favores políticos. Os procuradores alegaram que Park deu a Choi acesso a documentos oficiais de forma inaceitável e escondeu o envolvimento de Choi em assuntos de Estado.

Depois de uma série de audiências e após meses de protestos nas ruas a exigir a sua demissão, Park foi destituída do cargo em março do ano passado, sendo presa pouco tempo depois e permanece detida desde então.

Park Geun-hye enfrenta agora um total de 32 anos na prisão.