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Ofereceu sexo para trabalhar em organização americana e recebia instruções de alto funcionário russo

Maria Butina/Facebook

A alegada agente do Kremlin Maria Butina está detida desde domingo e assim deverá continuar até ao seu julgamento por existir perigo de fuga. “Em pelo menos uma ocasião, ofereceu sexo em troca de uma posição numa organização de interesse especial”, refere a acusação. O nome da organização não é revelado, mas as redes sociais de Butina mostram que frequentava eventos da Associação Nacional de Armas (NRA, na sigla inglesa)

Uma alegada agente do Kremlin ofereceu sexo em troca de um emprego numa organização americana. A informação foi divulgada depois de Maria Butina, que está presa desde domingo, ter comparecido esta quarta-feira num tribunal de Washington. Devido às suas ligações aos serviços de informação russos, um juiz federal considerou existir perigo de fuga e, por isso, Butina continuará detida até ao seu julgamento.

Com 29 anos, enfrenta acusações por não se ter registado como agente estrangeira e de conspirar contra o Governo dos EUA. No entanto, não está acusada de espionagem e o seu caso não faz parte da investigação sobre a possível interferência russa nas eleições americanas de 2016.

O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros afirmou que a prisão de Butina se destinava a minar os “resultados positivos” da cimeira entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Helsínquia, na segunda-feira. Por seu turno, a defesa alega que Butina tem cooperado com o Governo norte-americano há vários meses.

Butina terá oferecido sexo para trabalhar na NRA

As acusações apresentadas na quarta-feira revelam que Butina vivia com um norte-americano de 56 anos, mantendo com ele uma “relação pessoal”. Contudo, “em pelo menos uma ocasião, ofereceu sexo a outra pessoa em troca de uma posição numa organização de interesse especial”. O nome da organização não é revelado, mas as redes sociais de Butina mostram que frequentava eventos da Associação Nacional de Armas (NRA, na sigla inglesa).

O Departamento de Justiça alega ainda que Butina trabalhava “sob a direção e controlo” de um alto funcionário russo, cujo nome não é revelado mas que lhe dava indicações através de mensagens online.

Apesar de este caso não fazer parte da investigação à intromissão russa nas eleições americanas, um mês antes da votação, Butina terá enviado uma mensagem privada via Twitter ao seu contacto, dizendo “agora, tudo tem de ficar quieto e cuidadoso”. E na noite da votação, terá escrito: “Vou dormir. São três da manhã aqui. Estou pronta para novas ordens”.