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Brexit. Milhões de britânicos poderão precisar de licença para conduzir na UE

ERIC PIERMONT / AFP / Getty Images

Atualmente, as cartas de condução emitidas em qualquer país da União Europeia são reconhecidas nos restantes Estados-membros. O Governo de Theresa May espera conseguir um acordo para o reconhecimento mútuo das cartas depois do Brexit. Se isso não acontecer, “entre 100 mil e sete milhões” de condutores britânicos poderão ter de solicitar licenças

Milhões de motoristas britânicos poderão ter de pagar todos os anos uma licença para conduzir na União Europeia (UE) na sequência de um Brexit sem acordo. O número pode mesmo chegar aos sete milhões. A conclusão consta de um relatório do National Audit Office (NAO), órgão parlamentar independente de auditoria nacional, que é citado esta quinta-feira pelo jornal “The Times”.

Segundo o NAO, ainda há um “trabalho considerável” a fazer na preparação de medidas de contingência para a saída do Reino Unido da União Europeia. Os auditores revelam que o Departamento de Transportes enfrentou desafios para assegurar que questões fundamentais como o futuro das cartas de condução e a gestão dos fluxos de trânsito em Dover fossem abordadas. A cidade portuária de Dover, no sudeste de Inglaterra, tem um estreito que fica situado na parte do Canal da Mancha em que o Reino Unido está mais próximo da Europa continental.

Atualmente, as cartas de condução emitidas em qualquer país da UE são reconhecidas nos restantes Estados-membros. O Governo de Theresa May espera conseguir um acordo para o reconhecimento mútuo das cartas depois de o Reino Unido deixar o bloco comunitário em março do próximo ano.

No caso de uma saída sem acordo, os motoristas poderão ter de solicitar uma licença internacional de condução para circularem na UE. Esta licença é emitida pelos correios ingleses, custa 5,50 libras (pouco mais de seis euros) por ano e é necessária para 140 países. O Departamento de Transportes está a preparar planos de contingência para aumentar significativamente a capacidade dos correios para a emissão dessas licenças.

Estima-se que seja necessário um aumento para 4500 postos de correios, que deverão emitir “entre 100 mil e sete milhões” de licenças no primeiro ano, “caso não haja acordo com a UE”.