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Soldado israelita matou deliberadamente enfermeira palestiniana de 20 anos, revela investigação

Pintura mural de Razan al-Najjar, a enfermeira morta por um sniper israelita durante um protesto em Gaza

THOMAS COEX/AFP/Getty Images

Razan al-Najjar estava a tratar manifestantes feridos em Gaza quando foi atingida no peito, tendo a bala saído pelas costas. Um membro das forças de segurança apontou e disparou diretamente sobre a enfermeira, “apesar do facto de ela não representar qualquer perigo para ele ou para qualquer outra pessoa e estar a usar um uniforme médico”, revela a investigação de uma organização israelita de direitos humanos. As conclusões contradizem a versão do Exército de Israel, que diz ter-se tratado de um acidente

Uma investigação da organização israelita de direitos humanos B’Tselem concluiu que as forças de segurança de Israel mataram deliberadamente a enfermeira palestiniana Razan al-Najjar. A conclusão, divulgada esta terça-feira, contradiz as alegações do exército israelita, que diz ter-se tratado de um acidente.

A 1 de junho, a enfermeira de 20 anos foi atingida no peito, tendo a bala saído pelas costas, quando tratava manifestantes feridos em Gaza. Um membro das forças de segurança apontou e disparou diretamente sobre a enfermeira, “apesar do facto de ela não representar qualquer perigo para ele ou para qualquer outra pessoa e estar a usar um uniforme médico”, revela a investigação.

De acordo com a B’Tselem, as forças israelitas tentaram ilibar o exército de qualquer responsabilidade ao afirmarem que os soldados não dispararam no local onde a enfermeira se encontrava. “Ao contrário das muitas versões apresentadas pelos militares, os factos deste caso conduzem a apenas uma conclusão”, referiu o porta-voz da organização.

Quatro dias depois do ataque, as forças israelitas disseram que, à luz de uma investigação preliminar, Razan al-Najjar não tinha sido alvejada intencionalmente, sugerindo que teria sido atingida por ricochete ou um tiro mal direcionado.

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