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Salvini responsabilizado pelas mortes de mulher e criança esquecidas no Mediterrâneo

As imagens comovem e revoltam, como a do bebé Aylan Jurdi, fotografado morto numa praia turca em 2015. Foram reveladas pela Proactiva Open Arms e mostram a tentativa de resgate de três pessoas, duas mulheres e uma criança. Quando a organização chegou ao barco danificado, uma das mulheres e a criança já tinham morrido. “Esta é a consequência direta de não se permitir o trabalho de ONGs que salvam vidas no Mediterrâneo”, disse o fundador da ONG espanhola, que responsabilizou o ministro italiano do Interior por estas mortes

A Guarda Costeira da Líbia deixou pelo menos dois refugiados morrerem depois de os abandonar no mar. A denúncia é da organização não-governamental (ONG) Proactiva Open Arms, que tem resgatado migrantes que cruzam o Mar Mediterrâneo do norte de África para a Europa.

A ONG espanhola revelou imagens de uma tentativa de salvamento de três pessoas: duas mulheres e uma criança. Quando a organização chegou ao barco danificado, uma das mulheres e a criança já tinham morrido.

Segundo o fundador e diretor da Proactiva Open Arms, Oscar Campus, o barco foi danificado e abandonado pela Guarda Costeira líbia, tendo sido encontrado a cerca de 120 quilómetros da costa. “Esta é a consequência direta de não se permitir o trabalho de ONGs que salvam vida no Mediterrâneo”, disse Campus, que responsabilizou o ministro italiano do Interior por estas mortes.

Desde que tomou posse, Matteo Salvini tem-se recusado a abrir os portos de Itália aos navios de resgate de migrantes que operam no Mediterrâneo. Na semana passada, o ministro disse mesmo que o seu objetivo é que “nem mais uma pessoa chegue de barco” à costa italiana. Salvini acusa os navios de resgate de ajudarem traficantes de seres humanos a trazerem migrantes para a Europa.