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Tiroteio em Las Vegas. Dono do hotel vai processar vítimas

David Becker/ Getty Images

Em outubro do ano passado, Stephen Paddock alugou um quarto no Mandala Bay Hotel, em Las Vegas. Abriu a janela, que tinha vista para um recinto onde estava a decorrer um festival de música. Durante 11 minutos disparou indiscriminadamente e matou 59 pessoas

Há menos de um ano o Mandala Bay, um hotel em Las Vegas, foi a base para aquele que foi considerado o “tiroteio mais mortífero” na história recente dos Estados Unidos da América: morreram 59 pessoas (incluindo o atirador), centenas ficaram feridas. São mais de mil vítimas de um homem que alugou um quarto e que disparou indiscriminadamente a partir de uma janela virada para um recinto onde estava a decorrer o Route 91 Harvest Festival. Agora, o dono do Mandala Bay avançou com um processo contra as vítimas do ataque.

A MGM Resorts International, proprietária do hotel, anunciou esta terça-feira que deu entrada dos documentos em tribunal. Segundo a BBC,o processo não tem como objetivo conseguir dinheiro, apenas evitar que sejam atribuídas à empresa responsabilidades pelas mortes, ferimentos ou estragos ocorridos durante o ataque.

“Nunca vi algo tão absurdo, estão a processar as vítimas com o objetivo de terem um julgamento que lhes agrade”, disse Robert Eglet, advogado de várias vítimas, ao “Las Vegas Review-Journal”. Apresentaram queixa tanto contra a MGM como contra a Live Nation, a promotora do festival, e estão a tentar que o caso chegue aos tribunais federais.

David Becker/ Getty Images

Às 22h08 de 1 de outubro de 2017, ouviu-se o primeiro tiro. Durante os 11 minutos que se seguiram, Stephen Paddock disparou indiscriminadamente sobre as mais de 20 mil pessoas que assistiam ao Route 91 Harvest Festival, em Las Vegas. Às 22h19, os tiros pararam. Morreram 59 pessoas (incluindo o atirador, que se suicidou pouco antes de ser encontrado). O ataque foi “meticulosamente preparado”, o atirador escolheu um quarto virado para o recinto do festival, montou câmaras no interior da suite e no corredor. Depois, atacou.

Quando Paddock foi identificado como principal suspeito, o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) apressou-se a reivindicar a autoria, justificando que ele era “um soldado do califado”. No entanto, as autoridades não confirmaram a informação: “não há nada que ligue Stephen Paddock ao grupo terrorista”. O Daesh insistiu e a polícia voltou a negar. “Esta pessoa radicalizou-se sem que tivéssemos conhecimento? Estamos a tentar responder a essa pergunta”, assegurou Joseph Lombardo, responsável da Polícia Metropolitana de Las Vegas, citado pela CNN.