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Peru prende mais de 50 pessoas em operação antidroga na fronteira com Colômbia e Equador

Martín Vizcarra, Presidente do Peru

Reuters

A região de Putumayo tem servido de abrigo a dissidentes das extintas FARC. No domingo, o Presidente peruano declarou um estado de emergência para a província, que entrou em vigor no dia seguinte. Cerca de 1200 combatentes das FARC recusaram-se a desmobilizar na sequência do acordo de paz assinado com o Governo colombiano e continuaram com atividades relacionadas com o tráfico de drogas

As autoridades do Peru prenderam, esta segunda-feira, mais de 50 pessoas, na sua maioria colombianas, como parte de uma operação contra o tráfico de droga na província de Putumayo. A região de fronteira com a Colômbia e o Equador tem servido de abrigo a dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), entretanto transformadas em partido político.

A operação “Armagedão” foi coordenada entre as forças de segurança peruanas e os militares colombianos, segundo o Presidente do Peru, Martín Vizcarra, citado pela agência Reuters. No domingo, Vizcarra e vários dos seus ministros tinham declarado um estado de emergência para a província de Putumayo, que entrou em vigor no dia seguinte.

A intervenção conjunta na região aconteceu na sequência de repetidos ataques de rebeldes dissidentes das FARC contra as forças de segurança junto à fronteira com o Equador. De acordo com o Ministério da Defesa da Colômbia, cerca de 1200 combatentes recusaram-se a desmobilizar após o acordo de paz assinado em 2016 com o Governo e continuaram com atividades relacionadas com o tráfico de drogas.

Ao abrigo do estado de emergência, as liberdades civis são suspensas e a força militar é autorizada para manter a ordem em Putumayo durante 60 dias. O presidente da Câmara local, Segundo Julca, afirmou que a medida se destina a impedir uma invasão dos dissidentes das FARC, que estariam a recrutar agricultores para cultivar coca, o principal ingrediente da cocaína e uma produção lucrativa numa região com elevados índices de pobreza.