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Internacional

UE espera que cimeira de Helsínquia produza acordo sobre controlo de armas

EPA

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, reconheceu que há uma grande expectativa global sobre o resultado da cimeira entre Trump e Putin

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse esperar que a cimeira desta segunda-feira, em Helsínquia, a primeira formal entre Donald Trump e Vladimir Putin, produza "pelo menos" um acordo sobre o controlo de armas.

A alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança considerou esta segunda-feira que seria "um resultado concreto, positivo e extremamente útil para o resto do mundo" se os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, que se encontraram no Palácio Presidencial em Helsínquia, no centro da capital finlandesa, alcançassem um acordo sobre o controlo de armas.

Em conferência de imprensa, após a conclusão do Conselho dos Negócios Estrangeiros da UE, Federica Mogherini reconheceu que há uma grande expectativa global sobre o resultado da cimeira entre os dois chefes de Estado, mas disse preferir esperar para ver o que acontece.

Trata-se da quarta vez que presidentes norte-americanos e russos se encontram na capital da Finlândia depois de Gerald Ford e Léonid Brejnev (1975), George Bush e Mikhail Gorbatchev (1990) e Bill Clinton e Boris Ieltsin (1997).

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    Nem todos lhe chamam “cimeira” porque para isso é necessário que exista, pelo menos, uma agenda com alguns pontos de discussão. Mas nem Trump nem Putin admitiram grandes expectativas em relação a este encontro que já começou, em Helsínquia. Trump elencou alguns assuntos que quer discutir com o Presidente russo mas deixou de fora os mais delicados: Síria, Ucrânia e a ingerência russa no processo eleitoral norte-americano não foram abordados nesta primeira comunicação aos jornalistas. Depois do almoço de trabalho haverá nova conferência de imprensa

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