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Internacional

EUA. Detida uma mulher russa acusada de atuar ilegalmente como agente do Kremlin

Marina Lystseva

A cidadã russa, identificada como Mariia Butina, foi presa no domingo em Washington, acusada de ter redes de contactos para beneficiar Moscovo sem cumprir os procedimentos de registo previstos nos Estados Unidos

Uma cidadã russa foi presa e acusada em Washington de trabalhar nos Estados Unidos da América como agente para promover os interesses do Kremlin, informou esta segunda-feira o Departamento de Justiça dos EUA.

A cidadã russa, identificada como Mariia Butina, foi presa no domingo em Washington, acusada de ter redes de contactos para beneficiar Moscovo sem cumprir os procedimentos de registo previstos nos Estados Unidos.

A mulher é acusada de um crime de conspiração por atuar como agente da Federação Russa nos Estados Unidos sem ter informado previamente as autoridades.

Butina, de 29 anos e residente de Washington, compareceu esta segunda-feira no tribunal federal da capital norte-americana, onde as acusações foram formalizadas e foi ordenado que permanecesse na prisão enquanto aguarda outra audiência marcada para a próxima quarta-feira.

Entre 2015 e pelo menos fevereiro de 2017, terá trabalhado para um alto funcionário do Banco Central da Rússia, que foi sancionado pelo Departamento do Tesouro em abril passado.

De acordo com documentos judiciais, houve um esforço de Butina e deste funcionário para que a detida atuasse como agente russa dentro dos EUA, tecendo relações com americanos e infiltrando-se em empresas que tinham influência em políticos do país. O suposto objetivo dessa estrutura era favorecer os interesses do Kremlin.

A mulher chegou aos EUA com um visto de estudante. A acusação indica que ela não informou as autoridades, o que é exigido por lei e pode resultar numa sentença até cinco anos de prisão.

A ida a tribunal aconteceu pouco depois que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Presidente russo, Vladimir Putin, terem realizado a sua primeira cimeira bilateral em Helsínquia.

Esta reunião foi abalada na sexta-feira passada quando o procurador-geral adjunto dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, revelou a acusação a 12 oficiais dos serviços de informação russos, por práticas de pirataria informática no ato que elegeu Donald Trump para a Presidência.

Os russos são acusados de invadir as redes de computadores do Comité Nacional Democrata, do Comité Democrata de Campanha do Congresso e da campanha presidencial de Hillary Clinton, libertando depois correios eletrónicos roubados na Internet nos meses que antecederam a eleição.