Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Agência russa acusada de interferência na eleição de Trump pode ser responsável por envenenamento de ex-espião russo

REUTERS/Henry Nicholls

O Departamento de Justiça dos EUA indiciou na sexta-feira 12 agentes da agência G.R.U. pela invasão de comunicações internas do Comité Nacional Democrata e da campanha presidencial de Hillary Clinton. Skripal trabalhou na G.R.U. durante cerca de 15 anos mas também serviu de informador para os serviços secretos britânicos MI6. Apesar dos mais recentes desenvolvimentos, Trump decidiu manter a cimeira desta segunda-feira com Putin

O serviço de inteligência russo acusado de interferência nas eleições americanas de 2016 pode estar também por detrás do envenenamento em solo britânico do antigo espião duplo russo Sergei Skripal e da sua filha. A possibilidade foi avançada por responsáveis ingleses e americanos, próximos do processo, que falaram sob a condição de anonimato.

Na sexta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA indiciou 12 agentes de uma agência conhecida como G.R.U. pela invasão de comunicações internas do Comité Nacional Democrata e da campanha presidencial de Hillary Clinton. A agência está ligada, entre outras operações, à ofensiva russa na Ucrânia, incluindo a anexação da Crimeia em 2014, e à recaptura de cidades sírias aos rebeldes em nome do Presidente Bashar al-Assad.

Skripal trabalhou na G.R.U. durante cerca de 15 anos mas também serviu de informador para os serviços secretos britânicos MI6. O envenenamento terá sido o castigo pela traição, acredita o Reino Unido, enquanto a Rússia nega qualquer envolvimento no ataque.

O envenenamento, ocorrido em março, motivou o azedar de relações entre países ocidentais e a Rússia. O Reino Unido expulsou 23 diplomatas russos numa ofensiva seguida por vários outros países e que levou à retaliação de Moscovo. O envenenamento já fez, entretanto, uma vítima mortal indireta.

A notícia do indiciamento dos 12 agentes russos por interferência nas eleições que deram a vitória a Trump surgiu três dias antes da cimeira entre o Presidente dos EUA e o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Apesar dos pedidos de alguns democratas para que a cancelasse, Trump assegurou que a reunião ia mesmo realizar-se esta segunda-feira em Helsínquia.