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Sánchez diz que o importante é Puigdemont ser julgado em Espanha

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty Images

Primeiro-ministro espanhol diz que cabe ao executivo “respeitar todas e cada uma das decisões judiciais, sejam elas tomadas em Espanha, Bélgica, Alemanha”, ou noutros locais

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu esta quinta-feira em Bruxelas que "o importante" era que todos os implicados na tentativa frustrada de independência da Catalunha sejam "julgados pelos tribunais" do país.

As decisões judiciais "não se qualificam, respeitam-se", disse Sánchez na conferência de imprensa final da cimeira da Nato, acrescentando que "o importante" é que "as pessoas envolvidas" na tentativa de secessão da Catalunha "sejam julgadas pelos tribunais espanhóis".

O chefe do Governo espanhol reagia assim à decisão do tribunal alemão de Schleswig-Holstein de autorizar a sua extradição para Espanha para responder perante a justiça deste país por um alegado delito de peculato (desvio de fundos), mas não pelo crime, mais grave, de rebelião.

Para Sánchez, do ponto de vista político, o Governo espanhol tem de "respeitar todas e cada uma das decisões judiciais, sejam elas tomadas em Espanha, Bélgica, Alemanha", ou noutros locais.

Puigdemont fugiu de Espanha depois de Madrid ter decidido, em 27 de outubro de 2017, intervir na Catalunha na sequência da tentativa, que liderou, de criar uma República independente naquela comunidade autónoma espanhola.

O ex-presidente do executivo catalão fugiu inicialmente para a Bélgica, mas foi detido este ano pela polícia alemã, aguardando em liberdade a resposta da justiça alemã à espanhola, que pediu a sua extradição para responder em tribunal por delitos de rebelião, sedição e peculato.

O tribunal alemão indicou que não vê que seja inconveniente ou que haja impedimentos à extradição de Puigdemont, sem dar uma data ou um prazo concreto para que a operação se realize.