Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Guterres vai ao Bangladesh avaliar a situação dos refugiados rohingya

LEHTIKUVA

Só no último ano, cerca de 900 mil pessoas, de religião muçulmana, fugiram para escapar à violência promovida pelo exército do país, de maioria budista. ONU fala em limpeza étnica

O secretário-geral da ONU, António Guterres, inicia este domingo uma visita ao Bangladesh para analisar a situação dos refugiados rohingya de Myanmar (antiga Birmânia) e os progressos sobre o regresso seguro destas populações ao país de origem. Guterres vai ser acompanhado ao país asiático pelo presidente do Banco Mundial e funcionários da ONU, incluindo o alto comissário para os Refugiados, Filippo Grandi, e a diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Natalia Kanem.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, também integra a comitiva, que deverá manter encontros com a primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, e outros altos funcionários locais na capital, Daca. Na quinta-feira, o Banco Mundial disponibilizou cerca de 500 mil dólares (429 mil euros) em subsídios para que autoridades bengalis possam atender às necessidades dos refugiados rohingya, precisa o comunicado.

Cerca de 900 mil rohingya, de religião muçulmana, fugiram de Myanmar desde agosto de 2017 para escapar à violência, considerada pela ONU como uma limpeza étnica promovida pelo exército do país, de maioria budista. Os rohingya pretendem o reconhecimento dos seus direitos em Myanmar, onde são considerados imigrantes ilegais provenientes do Bangladesh, e garantias sobre o regresso em segurança às suas aldeias, na generalidade situadas junto à fronteira comum.

O mais recente êxodo proveniente da antiga Birmânia vem juntar-se às centenas de milhares de rohingya que já se encontravam no vizinho Bangladesh na sequência de anteriores vagas de violência, provocando o surgimento de gigantescas cidades de tendas onde existe uma miséria extrema.