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Internacional

Coreia do Sul aperta leis sobre refugiados para travar entrada de iemenitas

AHMAD AL-BASHA/AFP/Getty Images

Segundo o Ministério sul-coreano da Justiça, entre janeiro e maio, mais de 550 iemenitas chegaram à ilha turística de Jeju. Nas duas últimas semanas, mais de 540 mil sul-coreanos assinaram uma petição online para pedir ao Governo que abolisse ou alterasse as entradas sem visto e a concessão do estatuto de refugiados. O Iémen tem sido descrito como o mais grave desastre humanitário do mundo

A Coreia do Sul vai apertar as leis que regem a entrada de refugiados na sequência de um rápido aumento dos requerentes de asilo do Iémen, que tem sido descrito como o mais grave desastre humanitário do mundo. A informação foi avançada esta sexta-feira pelo Ministério da Justiça e responde a um crescente sentimento da população contra os refugiados.

Segundo dados da tutela, entre janeiro e maio, mais de 550 iemenitas chegaram à ilha turística de Jeju, um número superior aos 430 que pediram o estatuto de refugiados na Coreia do Sul. O país concedeu esse estatuto a pouco mais de 800 pessoas desde 1994.

Nas duas últimas semanas, mais de 540 mil sul-coreanos assinaram uma petição online para pedir ao Governo que abolisse ou alterasse as entradas sem visto e a concessão do estatuto de refugiados. O Ministério da Justiça compromete-se agora a rever a legislação para evitar o que apelida de abusos.

Seul já impediu que os requerentes de asilo deixassem a ilha, de forma a "rever meticulosamente potencial para problemas como terrorismo e crime violento". No início do mês, a Coreia do Sul retirou o Iémen da lista de países que não precisam de visto para entrar no país.

A razão por que os requerentes de asilo escolheram Jeju pode ser atribuída ao voo direto a partir de Kuala Lumpur, na Malásia, que a operadora AirAsia X passou a assegurar em dezembro, acrescenta a tutela.