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Cemitério onde estão sepultados 1.800 soldados portugueses que morreram na Primeira Guerra é candidato a Património Mundial

O cemitério militar português de Richebourg pode vir a fazer parte da lista de lugares classificados como Património Mundial.

PHILIPPE HUGUEN/GETTY IMAGES

Comité do Património Mundial da Unesco está reunido em Manama, no Bahrein, para análise de uma lista de 30 candidaturas à classificação

O Comité de Património Mundial da Unesco iniciou nesta sexta-feira a reunião de análise de novas candidaturas a património mundial, com a classificação de lugares no Quénia, em Omã e do maior oásis do mundo, na Arábia Saudita.

A reunião do Comité do Património Mundial da organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) teve hoje início em Manama, no Bahrein, para análise de uma lista de 30 candidaturas à classificação, que inclui o cemitério militar português de Richebourg, em França, onde estão enterrados cerca de 1800 soldados, mortos na Grande Guerra de 1914-1918.

Este cemitério faz parte da candidatura "Lugares funerários e memoriais da I Guerra Mundial na Frente Ocidental", apresentada pela Bélgica e pela França, que envolve mais de meio milhão de sepulturas, de mais de uma centena de cemitérios, assim como necrópoles e monumentos.

O cemitério militar português de Richebourg pode, assim, vir a fazer parte da lista de lugares classificados como Património Mundial, no ano em que se assinala o centenário da Batalha de La Lys, a maior derrota militar portuguesa.

Das classificações feitas no primeiro dia de trabalho, a Unesco destacou as construções tradicionais de Thimlich Ohinga, no Quénia, realizadas pelas comunidades pastoris, desde o século XVI, em torno do lago Vitória.

Em Omã, foi classificada a antiga cidade muralhada de Qalhât, que remonta ao século XI, o comité da Unesco salientou tratar-se de "um vestígio único no seu género", resguardando testemunhos das trocas comerciais da Arábia com Índia e África Oriental.

Al Ahsa, na Arábia Saudita, o maior oásis do mundo, foi incluído na lista de "paisagem cultural em evolução". Este lugar combina jardins, canais, caudais de água, um lago de drenagem, edifícios históricos, lugares arqueológios e tecido urbano.

O Comité da Unesco reúne-se até 4 de julho, em Manama, no Bahrein. Entre as candidaturas em análise estão a Catedral de Naumburgo, na Alemanha, as Colónias de Beneficência da Bélgica e da Holanda, a Medina de Azahara, em Espanha, o conjunto urbano histórico de Nimes, em França, as minas de Rosia Montana, na Roménia, e o sítio megalítico de Göbekli Tepe, na Turquia.

O edificado vitoriano de Mumbai, na Índia, a cidade velha de Jacarta, na Indonésia, o sítio arqueológico de Fars, no Irão, e mosteiros budistas da Coreia do Sul estão também entre os candidatos.

Os sítios cristãos clandestinos da região de Nagasaki, no Japão, onde comunidades missionárias ibéricas tiveram um papel determinante, no século XVI, é outra candidatura que também pode implicar a memória portuguesa.