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Internacional

Trump arrasa restaurante que expulsou a sua diretora de comunicação a meio de um jantar

Paul Morigi

Durante o fim de semana, um dos restaurantes da cadeia "Red Hen" expulsou a secretária de comunicação da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, das suas instalações como forma de protesto contra as políticas anti-imigração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esta terça-feira, o Presidente defendeu a sua funcionária criticando os níveis de sujidade do restaurante

O restaurante “The Red Hen" fica em Lexington, uma zona rural no Estado da Virginia e é uma das poucas localidades a ter votado fortemente contra Donald Trump, no meio de um distrito largamente republicano. Quando a secretária de comunicação da Casa Branca entrou no pequeno estabelecimento, o chefe de sala telefonou a uma das sócias. Disse-lhe que Sarah Huckabee Sanders estava no restaurante e que os empregados de mesa, alguns homossexuais, outros imigrantes, todos liberais, não estavam confortáveis em servir alguém que todos os dias dá a cara em defesa de algumas políticas de Donald Trump com as quais a esmagadora maioria do pessoal do restaurante não concorda. A história contou-a a própria Stephanie Wilkinson, uma das sócias do pequeno restaurante, ao "The Los Angeles Time" que visitou a pequena localidade para entender as motivações dos funcionários e a decisão de Wilkinson.

"Não sou uma enorme fã do estilo confrontacional. Tenho um negócio e preciso que este prospere mas este parece-me um daqueles momentos na nossa democracia nos quais temos que tomar decisões desconfortáveis para mantermos intactos os nossos valores", disse Wilkinson ao diário norte-americano.

Logo depois de confrontar Sanders - "não sem algum nervoso na voz" - e ela lhe ter dito que sairia sem problema, Wilkinson fechou o restaurante como nos outros dias. Mas Sanders recorreu às redes sociais para denunciar o comportamento do pessoal do "The Red Hen". "Pediram-me que saísse de um restaurante apenas porque trabalho para o Presidente dos Estados Unidos", escreveu na rede social Twitter. A internet dividiu-se, como sempre: de um lado quem achava um abuso que Sanders fosse impedida de comer no restaurante que escolheu e, do outro, os que consideram que o restaurante, sendo um negócio privado, tem todo o direito de impedir a permanência a pessoas que não deseja servir.

Nos dias seguintes, o restaurante foi inundado de chamadas com reservas falsas, ocupantes de carros que passavam gritavam slogans de apoio a Trump, dezenas de repórters plantaram-se à frente do pequeno estabelecimento. Mas, de todos, foi o próprio Presidente Trump a oferecer a crítica mais detalhada. Também através do Twitter, Trump disse que a preocupação número um no estabelecimento devia ser com a limpeza. "O restaurante The Ren Hen devia focar-se mais em limpar as suas caleiras, portas e janelas (precisa desesperadamente de uma pintura nova) e menos em negar serviço a uma pessoa às direitas como Sarah Huckabee Sanders", escreveu Trump. O Presidente ainda rematou: "Eu sempre tive uma regra. Se um restaurante é sujo por fora também é sujo por dentro".