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Internacional

Presidente da Argélia demite poderoso chefe da polícia e seu potencial sucessor

Abdelaziz Bouteflika, presidente da Argélia

Pool MERILLON/SIMON/Getty

Decisão surge num contexto de um escândalo de tráfico de cocaína que envolve numerosos funcionários, incluindo magistrados

O Presidente da Argélia Abdelaziz Bouteflika demitiu esta terça-feira o chefe da polícia argelina, general Abdelghani Hamel, anunciou a presidência sem fornecer os motivos desta medida, dirigida contra um homem considerado como um seu potencial sucessor na liderança do Estado. Bouteflika "assinou hoje dois decretos, o primeiro pondo termo às funções de Abdelghani Hamel enquanto diretor-geral da Segurança Nacional (DGSN), e o segundo sobre a nomeação de Mustapha El-Habiri para a chefia da DGSN", indicou a presidência num comunicado citado pela agência noticiosa APS.

Esta inesperada decisão surge num contexto de um escândalo de tráfico de cocaína que envolve numerosos funcionários, incluindo magistrados. Os jornais referiram-se ao envolvimento neste caso do "motorista pessoal" de Abdelghani Hamel.
A DGNS desmentiu esta informação precisando, em comunicado, que a pessoa referida pelos 'media' é "um motorista do parque automóvel da direção e não o motorista pessoal do diretor-geral da Segurança Nacional".

A polícia reforçou a sua influência no aparelho de Estado após a designação para a sua chefia em 2010 do general Hamel, considerado pelos analistas como um potencial sucessor de Bouteflika, de 81 anos e no poder desde 1999.

Natural de Sabra, perto da fronteira marroquina, 63 anos, este engenheiro informático foi incorporado na polícia após os seus estudos. Ocupou diversas funções antes de ser designado chefe da guarda republicana em 2008, com a patente de general.
Em 2010 deixou o meio militar e foi designado para a chefia da DGSN, até então a cargo de Ali Tounsi, morto por um dos seus colaboradores.