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Expresso

Internacional

Agência da ONU que apoia refugiados palestinianos em risco de ficar sem dinheiro

O campo de Baqaa é o maior dos seis criados na Jordânia para albergar refugiados palestinianos

Salah Malkawi / Getty Images

Distribuição alimentar de emergência, apoio psicossocial, programas laborais, entre outros, podem ficar comprometidos brevemente, alerta comissário-geral da UNRWA, que não exclui também atrasos na abertura das escolas administradas pela agência. Segundo o responsável, trata-se da pior crise financeira que a agência enfrentou desde a sua criação. Situação de aperto financeiro deve-se, em grande parte, aos cortes muito significativos na ajuda americana, decretados por Trump

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA, no acrónimo em inglês) pode começar a ficar sem dinheiro no próximo mês, em grande parte por causa dos cortes na ajuda americana, decretados pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. O alerta foi feito esta segunda-feira pelo comissário-geral da agência, Pierre Krähenbühl, que fala num défice de 250 milhões de dólares, cerca de 213 milhões de euros.

Segundo o responsável, trata-se da pior crise financeira que a agência enfrentou desde a sua criação em 1949, após a fundação do Estado de Israel. Citado pelo jornal “The New York Times”, o responsável disse que a ameaça mais imediata é o financiamento para a ajuda alimentar de emergência a palestinianos em Gaza e na Síria. Krähenbühl também não exclui um atraso na abertura das escolas administradas pela UNRWA.

“Embora tenhamos sobrevivido, em certo sentido, na primeira metade do ano, ficaremos sem dinheiro para distribuição de comida e apoio psicossocial na Faixa de Gaza e também para programas laborais na Cisjordânia e outros numa questão de semanas”, alertou.

O diário norte-americano recorda que os Estados Unidos têm sido historicamente um dos maiores doadores da agência, considerada uma tábua de salvação para muitos refugiados palestinianos em Gaza, Jerusalém Oriental, Cisjordânia ocupada, Jordânia, Líbano e Síria. No entanto, este ano, a administração Trump reduziu significativamente a contribuição americana — de mais de 360 milhões de dólares (308 milhões de euros) em 2017 para cerca de 60 milhões (51 milhões de euros) em 2018 —, o que representa uma queda superior a 80%.