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Internacional

China e UE rejeitam protecionismo comercial de Donald Trump

The Washington Post/Getty

“As duas partes acordaram em opor-se ao unilateralismo e ao protecionismo” nas relações comerciais, afirmou o vice-primeiro-ministro chinês Liu He. China e União Europeia (UE) condenaram as ações unilaterais e protecionistas no comércio internacional e fizeram referência às políticas de Donald Trump

China e União Europeia (UE) condenaram esta segunda-feira as ações unilaterais e protecionistas no comércio internacional, numa referência às políticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, que atingem Pequim e os países europeus.

"As duas partes acordaram em opor-se ao unilateralismo e ao protecionismo" nas relações comerciais, afirmou o vice-primeiro-ministro chinês Liu He, após reunir-se com o vice-presidente da Comissão Europeia para o Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, Jyrki Katainen.

Numa declaração conjunta à imprensa, em Pequim, Liu afirmou que a China e a UE querem evitar que essas práticas "tenham impacto na economia global" ou inclusive que resultem numa "recessão".

A reunião entre responsáveis económicos da UE e da China ocorre depois de o Governo dos EUA ter anunciado nas últimas semanas taxas alfandegárias sobre importações oriundas dos dois blocos económicos.
Em represália, Pequim e Bruxelas adotaram também taxas alfandegárias sobre produtos oriundos dos EUA.

Liu lembrou que a China e o bloco europeu defendem um sistema de comércio multilateral centrado na Organização Mundial do Comércio (OMC) e baseado em regras.

Katainen afirmou que as questões comerciais foram amplamente abordadas durante a reunião, mas recordou que "é preciso fazer mais do que falar".

"É preciso demonstrar que o atual sistema comercial é justo e beneficia ambas as partes", afirmou.

Katainen aludiu às diferenças comerciais que a UE mantém com a China, incluindo a dificuldade no acesso ao mercado chinês por parte de empresas e produtos europeus, ou as preocupações geradas pelo programa "Made in China 2025".

A iniciativa de Pequim inclui a atribuição de subsídios a empresas chinesas de alta tecnologia, visando transformar o país numa potência tecnológica, capaz de competir nos setores de alto valor agregado, e é também a principal fonte de tensões entre a China e os EUA.