Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Líder xiita Moqtada Sadr alia-se a ex-primeiro-ministro para formar Governo no Iraque

Moqtada Sadr (esq,) e Haider al-Abadi durante a apresentação do novo Governo

Moqtada Sadr, vencedor das legislativas em maio, formou coligação com o também xiita Haider Al-Abadi, líder do terceiro partido mais votado. O novo governo conta com o apoio de 155 dos 329 deputados, ficando a 10 lugares da maioria absoluta

O líder xiita Moqtada Sadr, que venceu as eleições legislativas no Iraque em maio, anunciou hoje uma coligação com o primeiro-ministro em funções Haider al-Abadi, para formar Governo.

Em conferência de imprensa conjunta realizada no sábado à noite em Nayaf, Sadr e Abadi, anunciaram uma coligação que, contando com outros aliados, soma 155 dos 329 deputados, ficando a 10 deputados da maioria absoluta.
Al Abadi, também xiita, afirmou que a aliança é transversal aos diversos grupos religiosos do país e está "aberta" ao resto de forças políticas, segundo informação dos meios locais.
Al Sadr, que assegurou que o Iraque irá formar um governo "tecnocrata", disse que tem discutido com o parceiro político questões como a luta contra a corrupção, um reforço do exército e uma reforma do poder judiciário.
Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal, o mais alto órgão constitucional do Iraque, votou a favor de uma nova contagem dos votos das eleições legislativas de 12 de maio, que deram vitória ao líder nacionalista Moqtada Sadr, depois do parlamento iraquiano ter ordenado no início do mês de junho uma nova contagem dos votos das legislativas e ter demitido a comissão eleitoral, após numerosas acusações de fraude eleitoral.
O parlamento decidiu que não será utilizada qualquer máquina na nova contagem. Também suspendeu as atividades da comissão eleitoral independente e demitiu os seus nove membros que serão substituídos por juízes.
De acordo com os resultados definitivos divulgados a 19 de maio pela comissão eleitoral, a aliança inédita entre o líder religioso xiita Moqtada Sadr e os comunistas, a Marcha pelas Reformas, assente num programa de Governo anticorrupção, foi a mais votada.
Em segundo lugar ficou a Aliança da Conquista, uma lista de antigos combatentes das milícias xiitas Hachd al-Chaabi, contingente fundamental na vitória contra o grupo 'jihadista' Estado Islâmico, e em terceiro a coligação Al-Nasr (A Vitória), liderada pelo primeiro-ministro iraquiano, Haidar Al-Abadi.
Quase 24,5 milhões de iraquianos foram chamados às urnas para escolher os seus deputados, tendo-se registado uma taxa de participação de 44,52%.