Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Líder da Siemens junta-se a outros gestores e critica o Brexit "duro"

Presidente executivo da Siemens no Reino Unido apela a que país faça um acordo que não afete o fluxo comercial com a Europa

Jurgen Maier, presidente executivo da Siemens no Reino Unido (RU), é mais uma voz crítica face ao arrastar do processo de negociações do Brexit, cujo referendo aconteceu há dois anos. E manifesta-se contra a saída total e mais profunda, o chamado "hard brexit", defendida por Boris Johnson, o ministro dos Negócios Estrangeiros. É uma posição "incrivelmente inútil", sublinha, citado pelo "The Guardian".

O objetivo, diz Jurgen Maier, devia ser "mínima fricção" na negociação de futuros acordos. "A realidade está a impor-se, e penso que é tempo de abandonar slogans como 'saída total do Reino Unido' ou 'vamos combater a Europa'", afirmou em declarações à BBC Radio 4, este sábado. "É tudo incrivelmente inútil, e o que nós precisamos é de nos aproximarmos dos nossos parceiros europeus e trabalhar num plano de Brexit realista e pragmático que funcione para os dois lados, para a União Europeia e para nós", defendeu o presidente da Siemens.

O Brexit tem um custo por semana para a economia britânica que ronda os 440 milhões de libras, diz o "The Guardian".

A Siemens não é a única empresa a protestar em relação ao posicionamento do Reino Unido: a Airbus e a BMW já vieram dizer que a falta de clareza sobre a manutenção do acesso ao mercado único europeu está a obrigá-los a fazer planos de contingência.

A Airbus admitiu mesmo na passada quinta-feira a possibilidade de "cortar centenas de empregos no Reino Unido" devido à ausência de detalhes sobre o acordo do pós-Brexit. Um dia depois, a BMW alertou para "a perda de competitividade" da indústria automóvel por causa da "incerteza" provocada pelo Brexit e pela falta de consenso em relação aos acordos comerciais.