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Internacional

Tribunal da Indonésia condenou à morte alegado líder do Daesh no país

Aman Abdurrahman no tribunal em Jacarta, Indonésia

DARREN WHITESIDE/REUTERS

O alegado líder do grupo extremista Daesh (autoproclamado Estado Islâmico) na Indonésia, Aman Abdurrahman, foi esta sexta-feira condenado a pena de morte por um tribunal indonésio. Abdurrahman terá ordenado ataques a partir da prisão, incluindo um atentado suicida em 2016

Um tribunal da Indonésia condenou esta sexta-feira a pena de morte o alegado líder do Daesh na Indonésia. Aman Abdurrahman é acusado de ordenar ataques a partir da prisão, incluindo um atentado suicida em 2016.

A leitura da sentença, em Jacarta, foi acompanhada por uma forte presença policial, e decorreu em clima de tensão, após vários ataques reivindicados pelo grupo extremista no último mês.

Abdurrahman, que se recusou a reconhecer a autoridade do tribunal, por ser secular e não reconhecer a lei Sharia (leis fundadas na religião e baseadas nas escrituras sagradas), ajoelhou-se e beijou o chão enquanto os cinco juízes anunciavam a sentença.

Este tribunal considerou verdadeira a acusação da Procuradoria Geral, que denunciou o religioso como o principal tradutor indonésio da propaganda do Daesh e líder da Jemaah Anshourut Haulah, uma rede de quase duas dezenas de grupos extremistas, formados em 2015.

Entre os ataques ordenados por Aman Abdurrahman destaca-se um atentado suicida na capital do país, Jacarta, em janeiro de 2016, que resultou na morte de quatro civis e quatro atacantes.

De acordo com a Procuradoria-Geral, o religioso, através da sua sela na prisão,"conseguiu espalhar o radicalismo e comunicar com os seus partidários através de visitas e videochamadas".

Atentados suicidas, em maio, em Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia, mataram 26 pessoas, incluindo 13 agressores. Duas famílias realizaram os ataques, em que participaram crianças de sete anos.

Estes ataques, a três igrejas cristãs, são os mais mortíferos na Indonésia desde os atentados de 2005 em Bali, nos quais morreram 20 pessoas e mais de 100 ficaram feridas.

Abdurrahman foi condenado à prisão em 2004, depois de uma bomba que explodiu prematuramente numa casa em Java Ocidental, e novamente em 2011 por ter contribuído para a construção de um campo de treino jiadista numa área montanhosa da província de Aceh.