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Secas extremas no Chipre levam Governo a fechar a torneira aos agricultores

DEA / W.BUSS

O Chipre é um dos países do Mediterrâneo cada vez mais castigados por secas extremas e alterações climáticas, que ganham forma através das temperaturas quentes e ausência de chuva, admite a Organização Mundial de Meteorologia

Os agricultores cipriotas estão insatisfeitos com o Governo depois de este ter restringido o acesso a água para rega. Os governantes dizem que esta é a única forma de garantir que os reservatórios de água não ficam vazios ainda antes de o ano terminar, conta a NBC.

O Chipre é um dos países do Mediterrâneo cada vez mais castigados por secas extremas e alterações climáticas, que ganham forma através das temperaturas quentes e ausência de chuva, admite a Organização Mundial de Meteorologia, pela voz do secretário-geral, Petteri Taalas.

Nos centros urbanos a história é outra. A água continuará a sair das torneiras graças a um processo mais caro de tratamento da água do mar levado a cabo por quatro instalações de dessalinização. “Isto não é suficiente”, avisa Theodoulos Mesimeris, um especialista em alterações climáticas. Mesimeris diz que, apesar de o país estar habituado a períodos de seca, o cenário vai piorar: haverá mais períodos deste tipo na próxima década, a que se juntam mais exigências nas cidades, resultado do aumento da população e turismo. “As necessidades que temos hoje são muito diferentes das que tínhamos no passado.”

Em 2008, lembra a NBC, o Chipre teve de recorrer à vizinha da Grécia e importar água para dar resposta à seca extrema. Os cipriotas receberam oito milhões de metros cúbicos de água.