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Migrantes. Todos os países da UE precisam de ajudar os vizinhos do sul, afirma comissário

Dursun Aydemir/Anadolu Agency/Getty Images

“Penso que toda a Europa tem de mostrar solidariedade para com os mais afetados” com a chegada de migrantes, disse o comissário europeu para o orçamento, Günther Oettinger. No domingo, a União Europeia discutirá a questão da migração numa cimeira em Bruxelas. No final de maio, Oettinger causou polémica ao sugerir que os mercados financeiros mostrariam aos italianos como deviam votar

O comissário europeu para o orçamento, Günther Oettinger, afirmou esta sexta-feira que todos os países da União Europeia precisam de ajudar os vizinhos do sul da Europa, onde chega a maioria dos migrantes.

A declaração foi feita pelo comissário alemão dois dias antes de uma cimeira sobre migração, marcada para este domingo em Bruxelas. Para Oettinger, a reunião devia ser aproveitada como um “lembrete” capaz de apontar “o caminho para a unidade europeia”.

“Penso que toda a Europa tem de mostrar solidariedade para com os mais afetados”, disse, enumerando, em seguida, a Grécia, Malta, Chipre, Bulgária, Itália e Espanha. “E aliviar o fardo [destes países], reembolsá-los e assumir uma parte dos seus custos e esforços”, acrescentou.

Oettinger, o comissário das lições dos mercados a Itália

No final de maio, Oettinger causou polémica ao sugerir que os mercados financeiros mostrariam aos italianos como deviam votar. Em entrevista à Deutsche Welle, o comissário afirmou que a sua “preocupação e expectativa” era que as semanas seguintes mostrassem “aos eleitores que não devem votar em populistas à direita ou à esquerda”.

As observações de Oettinger provocaram um coro de críticas por parte do Movimento 5 Estrelas e da Liga, os partidos que formaram Governo em Itália, mas também de líderes da União Europeia, incluindo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Oettinger viria pouco depois a apresentar um pedido de desculpas, dizendo que respeita totalmente “a vontade dos eleitores, sejam eles de esquerda, direita ou do centro, e em todos os países”. “Ao referir-me aos desenvolvimentos atuais dos mercados em Itália, não quis ser desrespeitoso e peço desculpa por isso”, disse na altura.