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México registou 93 homicídios por dia em maio. Falta um mês para as eleições presidenciais

Carlos Tischler

O crime organizado está na origem deste fenómeno que está a crescer desde 2015. Se 2018 mantiver esta onda de homicídios, terminará o ano com 31.915 vítimas

Nunca se registaram tantos homicídios no México desde que o Governo começou a publicar relatórios, em 1998. Nos primeiros cinco meses de 2018 morreram 13,298 pessoas naquele país, sendo que maio bateu todos os recordes: 2.890 pessoas foram assassinadas, conta o “The Business Insider”. O crime organizado é o motor do fenómeno.

Estes números, que seguem uma tendência inversa ao que se passou no início do arranque do mandato do presidente Enrique Peña, acontecem a um mês das eleições presidenciais.

Registaram-se em média 93 mortes por dia, segundo a publicação norte-americana. Ou quase quatro por hora. Maio ultrapassa, assim, o mês mais sangrento de 2018, que era março, com 2.746 homicídios. Nas últimas duas décadas, outubro de 2017 registava o recorde de homicídios: 2.750.

Esta tendência sangrenta tem vindo a acentuar-se desde 2015. Nesse ano, entre janeiro e maio, registaram-se 7.167 homicídios, sendo que o ano terminou com 17.892. Em 2017, na mesma lógica, foram registados 8.364 e 22.569 homicídios. Se 2018 mantiver esta onda de mortes, terminará o ano com 31.915 homicídios.