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Internacional

Coreia do Sul e do Norte preparam reunião de famílias divididas pela guerra

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, e Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul

Getty

As duas coreias preparam reuniões entre as famílias que foram separadas pela Guerra da Coreia entre 1950-1953

As autoridades das duas Coreias reuniram-se esta sexta-feira para retomar as reuniões com as famílias que foram separadas pela Guerra da Coreia no ano de 1950-1953.

Kim e Moon reencontraram-se em maio, depois do encontro histórico realizado em abril, e as cimeiras deram início a várias negociações de paz entre as duas Coreias. Recentemente, os antigos rivais optaram por restaurar canais de comunicação militares e equipas em alguns eventos nos próximos Jogos Asiáticos, que se realizam na Indonésia.

Na primeira cimeira, os líderes coreanos concordaram realizar as primeiras reuniões familiares a 15 de agosto, dia que marca a independência da Península Coreana do domínio colonial japonês.

A data e o local das reuniões irá determinar o número de pessoas participantes dos dois países.

A maioria dos que pretendem participar nas reuniões são pessoas mais idosas, que anteriormente perderam os seus familiares e agora pretendem reunir-se com eles.

A última vez que as Coreias possibilitaram reuniões familiares foi em 2015, pouco antes das relações se agravarem devido às questões relacionadas com o programa nuclear da Coreia do Norte.

Desde o fim da Guerra entre Coreias que ambos os países proibiram cidadãos comuns de visitarem familiares localizados do outro lado da fronteira ou de entrarem em contacto com eles sem permissão. Cerca de 20.000 coreanos participaram nas 20 reuniões presenciais entre os países desde 2000.

Além de organizar uma nova série de reuniões, prevê-se que as autoridades sul coreanas proponham uma pesquisa em grande escala de modo a confirmar a existência de membros sobreviventes de famílias separadas, permitindo ainda visitas às suas cidades de origem, bem como troca de correspondência.

As diversas reuniões serão insuficientes para atender aos vários pedidos de idosos, com mais de 80 e 90 anos, avisaram as autoridades sul-coreanas. De acordo com o Ministério da Unificação de Seul, mais de 75.000 dos cerca de 132.000 sul-coreanos que se candidataram para participar numa reunião, morreram entretanto.

A Coreia do Sul utiliza uma ferramenta digital - para tirar à sorte - para selecionar os participantes para as reuniões, enquanto na Coreia do Norte a escolha é provavelmente determinada por questões de lealdade ao regime. Analistas sul-coreanos acreditam que a Coreia do Norte permite apenas reencontros pouco frequentes. O regime de Pyongyang está preocupado com a possibilidade de os seus cidadãos poderem vir a ser influenciados pelos seus familiares do sul.