Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Pedro Sánchez quer levar legislatura até ao fim e reunir-se com governo catalão

Susana Vera/Reuters

A intenção foi manifestada pelo primeiro-ministro espanhol na sua primeira entrevista desde que tomou posse. No que depender de Sánchez, só haverá eleições em 2020. Sobre os políticos separatistas presos, considera “razoável” que sejam transferidos para prisões catalãs. Quanto à questão migratória, o chefe do Executivo pedirá à União Europeia coordenação absoluta

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pretende terminar a legislatura e, por isso, não convocará eleições antes de junho de 2020. O anúncio foi feito esta segunda-feira na primeira entrevista do chefe de Governo desde que tomou posse na sequência de uma moção de censura ao então primeiro-ministro, Mariano Rajoy, no início do mês. Perante as câmaras da estação de televisão TVE, Sánchez justificou a decisão com a necessidade de “normalizar” a vida política.

No início de julho, o chefe do Executivo espera encontrar-se com o Presidente da Generalitat (o Governo da Catalunha), Quim Torra, revelou ainda Sánchez, considerando “razoável” que os políticos separatistas presos sejam transferidos para prisões catalãs, assim que a investigação do caso esteja concluída.

Pedro Sánchez quis separar de forma inequívoca a situação dos prisioneiros secessionistas catalães da situação dos membros da ETA, que cumprem as suas sentenças em diferentes prisões espanholas, dizendo esperar que na luta antiterrorista “o consenso não se quebre”.

Sobre a questão migratória, que nos últimos dias se revelou dramática com o caso Aquarius, o primeiro-ministro assegurou que não mudará unilateralmente a política europeia de imigração. “Não vamos abrir fronteiras”, esclareceu, acrescentando, no entanto, que vai pedir coordenação absoluta na matéria durante a reunião do Conselho Europeu no final do mês.